21 de julho de 2012

Brinquedos Com Defeito

Alê Nunes


Esse post é um misto de desabafo e alerta.

Nos últimos nove meses, cinco dos brinquedos que adquiri vieram com defeito. Não me considero uma pessoa azarada, tenho certeza que o problema está no controle de qualidade dos fabricantes.

Curiosamente os cinco brinquedos são de cinco empresas diferentes, alguns fabricados na China e outros no Brasil. Eles são:

Mônica Patinadora (GROW) – Essa boneca possuía uma peça interna (ligando cabeça ao corpo) muito frágil, se partindo ao menor impacto. O produto foi trocado pela fábrica.


Helicóptero Pelicano (Candide) – O motor apresentou problemas no primeiro voo, só desligava desconectando a bateria. Foi trocado na própria loja.


Ataque dos Tubarões (Hasbro) – Não vieram os peixinhos, que são os totens/marcadores dos jogadores. Também foi trocado na própria loja.


Far West (Gulliver) – Faltou um cavalo, que foi reposto pela loja.


Boca Rica (Estrela) – O compartimento das pilhas estava quebrado, faltava a mola do polo negativo. Assim como os anteriores foi trocado na loja.


Felizmente todos os brinquedos foram repostos, mas a frustração de abrir um brinquedo novo e não poder brincar de imediato, ou vê-lo quebrar nos primeiros instantes de uso é muito grande. Minha recomendação é que sempre que se adquirir um brinquedo, ou qualquer outro produto, deve-se testá-lo na própria loja. Pode parecer chato e tomar algum tempo extra, mas com certeza vai evitar muita chateação.

13 de julho de 2012

Far West - Gulliver

Alê Nunes

Brinquedos Gulliver é uma das mais tradicionais empresas de seu segmento no Brasil. Já produziu uma infinidade de tipos de brinquedo, mas com certeza seu produto mais tradicional é o Forte Apache e a linha Faroeste.

Recentemente chegou às lojas um conjunto intitulado Far West, com trinta e três peças:

12 Cowboys
01 Carroça
01 Árvore
05 Cavalos
10 Índios
02 Tendas
01 Totem
01 Canoa

Canoa, árvore e totem foram fabricados nos mesmos moldes utilizados nos anos 60 e 70. Já o restante, nos moldes utilizados a partir da década de 80.

Na última ABRIN (Feira Brasileira de Brinquedos) a Gulliver expôs uma caixa alusiva aos 50 anos do Forte Apache, com a inscrição Edição Limitada, o que gerou muita expectativa entre os colecionadores de Forte Apache. Infelizmente a caixa estava vazia.


Se você gosta de brinquedos de faroeste, visite o site Brinquedos de Faroeste, do colecionador Marcos Guazzelli, a quem agradeço pelo esclarecimento de algumas dúvidas e pela foto da caixa do Forte Apache.

11 de julho de 2012

Angry Birds no Gelo - Mattel

Alê Nunes


Angry Birds é um dos maiores sucessos em jogos para tablets e celulares dos últimos tempos. A premissa é simples, utilizar um estilingue para atirar pássaros raivosos contra porquinhos verdes protegidos em estruturas de madeira, metal, gelo, etc.

Não demorou muito até que alguma empresa de brinquedos, no caso a Mattel, enxergasse o potencial do jogo e o transportasse para o mundo real. Angry Birds no Gelo é a segunda versão do jogo e segue basicamente o roteiro do vídeo game. Obviamente algumas adaptações foram necessárias, o que não torna o jogo menos atrativo.

O jogo é composto de pássaros, porcos, peças para construção, estilingue a cartas, que ditam as regras do jogo. Existem quatro tipos diferentes de carta, que mostram como a construção deve ser montada, quantos pássaros devem ser usados e quantos pontos o jogador ganha caso atinja seu objetivo. Para quem conhece o jogo original, é fácil imaginar que os passarinhos perderam seus poderes especiais (explodir, dividir em três, etc) passando a ter apenas a função de projétil contra as construções e porcos.

Jogar não é problema, a maior dificuldade reside em montar as estruturas propostas, pois algumas peças têm lados ocos, o que torna a missão praticamente impossível para crianças pequenas ou adultos descoordenados.

De qualquer maneira é muito interessante e pode render boas horas de diversão.

10 de julho de 2012

Pelezinho - Estrela

Alê Nunes

Na década de 70, Pelé e Maurício de Souza se reuniram para criar um personagem inspirado no rei do futebol. Nascia assim o Pelezinho, versão infantil de Pelé, que vivia muitas aventuras em histórias recheadas de diversão e futebol.

Com o sucesso das tiras de jornais (1976) e gibi (1977), a Estrela lançou uma coleção de brinquedos do craque mirim. Bolas (obviamente), boneco, quebra-cabeça, bagatela, quadro-negro, bingo e Cine Show permitiram que Pelezinho e sua turma ultrapassassem os limites dos quadrinhos.


Recentemente Maurício de Souza e Pelé anunciaram a republicação das tiras e revistas do Pelezinho. Quem sabe a Estrela aproveite a oportunidade e a proximidade da Copa do Mundo para (re)lançar brinquedos do personagem.

9 de julho de 2012

Águia de Fogo - Glasslite

Alê Nunes


Águia de Fogo foi mais um seriado que apresentava um veículo de alta tecnologia para combater o mal. Era um helicóptero com velocidade supersônica, uma diversidade de armas e vários dispositivos que permitiam que seus pilotos partissem em missões a serviço do governo dos Estados Unidos.

Como era de praxe na época, a Glasslite conseguiu o licenciamento da série e lançou a coleção de brinquedos Águia de Fogo. Além do helicóptero, alguns veículos com adesivos com o nome do seriado e o boneco do piloto principal da aeronave, Stringfellow Hawke, faziam a alegria da criançada.

Imagens do catálogo Glasslite 1986:


Muito interessante que a Glasslite seguia o mesmo padrão dos bonecos Comandos em Ação (Estrela) em seus blisters, pois estes traziam a ficha do personagem no verso.



Águia de Fogo (Airwolf)
- 1984-1987
- 4 Temporadas / 80 Episódios

4 de julho de 2012

Bonecos Marvel - Mimo

Alê Nunes


Brinquedos Mimo foi uma das grandes empresas de seu segmento nos anos 80. Mas assim como muitas outras, não suportou a abertura do mercado nos anos 90 e a consequente concorrência dos brinquedos chineses. Felizmente, nos anos 2000, seus proprietários decidiram retomar a fabricação de brinquedos. Na ABRIN (Feira Brasileira de Brinquedos) de 2007, foi apresentado o licenciamento dos personagens Marvel, e em 2008 chegava às lojas o mais bem sucedido fruto dessa parceria: Bonecos em vinil, de 55 cm de altura do Homem-Aranha, totalmente desenvolvidos e produzidos no Brasil. Foram feitas duas versões do aracnídeo, uniforme regular (azul e vermelho) e uniforme negro, do filme Homem-Aranha 3. Ainda de olho no sucesso dos filmes da Marvel, vieram Coisa, Hulk, Wolverine, Thor (com martelo), Capitão América (com escudo) e Homem de Ferro. Este último inicialmente nas cores vermelha e amarela, posteriormente substituída pelo dourado. Os bonecos, apesar de não muito elaborados, são bem atraentes, pois são grandes e muito coloridos. Eles têm todo um estilo dos bonecos dos anos 80. As caixas são mais um acerto da Mimo, pois são bem decoradas e apresentam layout específico para cada personagem, o que confirma o cuidado que a empresa teve com a coleção. No entanto, se você estiver procurando por escultura muito detalhada, grande número de articulações e fidelidade na escala dos personagens, essa não é uma boa opção. Os bonecos da Mimo são brinquedos, na melhor acepção da palavra, e não peças de exposição.









Felizmente a Mimo não para de trazer novidades, e na ABRIN de 2012 apresentou dois novos protótipos: uma nova versão Hulk e Venon, o inimigo do Homem-Aranha e primeiro vilão da coleção. A comparação das duas versões do Hulk deixa clara a evolução da série e a expectativa de bonecos cada vez mais elaborados.


1 de julho de 2012

Volkswagem Bate e Volta - Estrela

Alê Nunes


No final dos anos 70 a Estrela lançou sua primeira série de veículos com sistema “bate e volta”, movidos a pilha e inspirados em modelos fabricados no Brasil. Para este lançamento, o escolhido não poderia ter sido outro: o adorável Volkswagem Fusca. Foram três modelos de serviço, com luzes e sirene: Polícia, Bombeiro e Ambulância. E dois de passeio: Sedan e Camping. A série Fusca durou até o início da década de 80, e teve ao longo dos anos algumas atualizações de cor e decoração. Foi um grande sucesso entre os meninos da época!



24 de junho de 2012

Falcon - Produtos Derivados

Alê Nunes

O grande sucesso da coleção de brinquedos Falcon, lançada nos anos 70 e 80, fez com que não só a Estrela, mas outras empresas de outros segmentos se interessassem pelas aventuras do herói. A própria Estrela lançou dois jogos de tabuleiro.



Na área de publicações, a Editora Abril produziu duas revistas dedicadas ao nosso herói: Destaque e Brinque com Uma Aventura na Selva e a edição 112 da revista Transfer, Falcon e a Ameaça Submarina. Em setembro de 1977 a Editora Três colocou nas bancas a revista Falcon Especial, que dois meses mais tarde se tornou a série mensal Comandos em Ação – Falcon, com duração de apenas quatro edições.



Para contar as aventuras de Falcon também foram produzidos três discos compactos em vinil, que mais tarde foram reunidos em um LP.


Não bastava brincar, ler e ouvir as aventuras do herói, por isso a Hering lançou camisetas com estampas do Falcon.


Agradecimento especial para os amigos Egon, Daniel, Doug e Guilherme, que contribuíram com informações sobre os discos do Falcon. O blog do Guilherme possui mais informações aqui e aqui.

22 de junho de 2012

Falcon - 1994/2000 - Estrela

Alê Nunes


Depois de dez anos fora das prateleiras, Falcon retorna às lojas de brinquedo. Com visual baseado nos bonecos GI Joe Hall of Fame, já não tinha cabelo flocado e olhos de águia, sendo encontrado em dois modelos, Piloto e Soldado. Já Torak, o grande inimigo, apesar de manter a mesma cabeça metalizada, tinha nessa nova versão um corpo “humano”. As embalagens dos bonecos traziam os logotipos: Clássicos Falcon, Comandos em Ação e GI Joe, uma verdadeira sobrecarga de informação. Também faziam parte dessa coleção, dois veículos: Jipe e Tanque.



Logo depois saíram os modelos Dragão Negro e Ninja, claramente inspirados nos personagens Snake Eyes e Storm Shadow. Ambos tinham espadas produzidas no mesmo molde da espada do Condor, da coleção original dos anos 70/80.


No ano 2000, a Estrela fez sua última investida na linha Falcon. Uma produção exclusiva para as Lojas Americanas trouxe de volta os bonecos Piloto e Soldado, mas com roupas de cor diferente e mais simples e o Torak, que dessa vez era chamado apenas de Inimigo, e trazia uma cabeça verde limão (?!). Totalmente descaracterizada, essa última série nem ostentava o nome Falcon, foi lançada como Força de Ataque.




Infelizmente esse capítulo da história do Falcon não é muito apreciado pelos fãs, mas com certeza esse novos bonecos serviram de doadores para restauração de muitos bonecos antigos.
Será que um dia a Estrela vai tirar seu maior herói da aposentadoria?

17 de junho de 2012

Secret Wars - Guerras Secretas - Gulliver

Alê Nunes


Em 1986 a Editora Abril lançou a maxissérie Secret Wars (Guerras Secretas), que trazia uma história em que os principais heróis e vilões da Marvel eram transportados, por um ser superpoderoso, para um planeta distante para se enfrentar.

A última capa da primeira edição tinha a propaganda dos bonecos Secret Wars, que seriam lançados pela Gulliver, com uma tarja preta com o seguinte texto “Depois, ninguém mais será o mesmo! Nem você. Aguarde!”. Em poucas semanas, o “mistério” seria revelado e os brinquedos Secret Wars chegariam às lojas de brinquedo.

A coleção era composta por dez bonecos articulados, que vinham com base, escudo, arma (em alguns casos) e um mini gibi.

Homem-Aranha (uniforme regular)
Capitão América
Demolidor (que não fazia parte da história do gibi)
Homem de Ferro
Wolverine
Homem-Aranha (uniforme negro)
Dr. Destino
Kang
Magneto
Dr. Octopus

Quatro veículos, chamados de turbo-cycle, e dois castelos, um do Homem-Aranha e um do Dr. Destino (produzidos exclusivamente no Brasil), completavam a coleção.




Seguramente, ao lado da Coleção Super Powers, a coleção Secret Wars foi um marco na produção nacional de figuras de ação de super-heróis. Veja abaixo texto extraído do encaderno Secret Wars (Panini 2008) explicando a relação entre os bonecos e o gibi:


Originalmente os bonecos Secret Wars foram fabricados pela Mattel, e alguns países produziram personagens diferentes dos que foram lançados pela Gulliver. Para maiores detalhes: Secret Wars Archive

Na primeira vez que a maxissérie foi publicada pela Abril, a editora fez muitas alterações na história original, omitindo e alterando personagens. O motivo da “mutilação” foi a decisão da Gulliver lançar os bonecos mesmo que a cronologia das revistas no Brasil ainda não tivesse chegado ao ponto onde começavam as Guerras Secretas. Alguns personagens ainda não haviam sido apresentados ao público brasileiro e outros estavam em momentos distintos em suas histórias.

Veja aqui as capas da revista lançada em 1986.