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14 de agosto de 2014

Bang! - GROW

Alê Nunes

Faroeste, Western e Velho Oeste são os termos populares mais comuns para identificar um período da história dos Estados Unidos, lá no final do século XIX. A época dos cowboys foi retratada em filmes e seriados, muito populares entre as décadas de 60 e 80, também conhecidos como Bang Bang. A Rede Record de Televisão, antigo Canal 7 de São Paulo, transmitiu amplamente esse tipo de programa.

Nesse mesmo período os brinquedos com temática faroeste fizeram muito sucesso, sendo o Forte Apache da Gulliver um de seus mais fomosos representantes.

Recentemente a GROW anunciou o jogo Bang! ambientado nesse período histórico norte-americano, que será vendido em duas versões, conforme o anuncio do fabricante:

Bang! Vem aí!!!
O jogo mais esperado do velho oeste terá duas versões: a "pocket", mostrada neste post, terá apenas cartas e preço sugerido de R$ 15,00 nas lojas.
Mas para quem quer mais qualidade, teremos também uma versão em caixa, com tabuleiro e fichas, além de cartas de qualidade superior.
A versão pocket chega às lojas em 30/09, e a versão em caixa em 31/10. Prepare-se....Bang!
 

Para conhecer mais sobre o assunto, visite o site Brinquedos de Faroeste, do colecionador e pesquisador Marcos Guazzelli.

13 de julho de 2012

Far West - Gulliver

Alê Nunes

Brinquedos Gulliver é uma das mais tradicionais empresas de seu segmento no Brasil. Já produziu uma infinidade de tipos de brinquedo, mas com certeza seu produto mais tradicional é o Forte Apache e a linha Faroeste.

Recentemente chegou às lojas um conjunto intitulado Far West, com trinta e três peças:

12 Cowboys
01 Carroça
01 Árvore
05 Cavalos
10 Índios
02 Tendas
01 Totem
01 Canoa

Canoa, árvore e totem foram fabricados nos mesmos moldes utilizados nos anos 60 e 70. Já o restante, nos moldes utilizados a partir da década de 80.

Na última ABRIN (Feira Brasileira de Brinquedos) a Gulliver expôs uma caixa alusiva aos 50 anos do Forte Apache, com a inscrição Edição Limitada, o que gerou muita expectativa entre os colecionadores de Forte Apache. Infelizmente a caixa estava vazia.


Se você gosta de brinquedos de faroeste, visite o site Brinquedos de Faroeste, do colecionador Marcos Guazzelli, a quem agradeço pelo esclarecimento de algumas dúvidas e pela foto da caixa do Forte Apache.

7 de novembro de 2004

Forte Apache - A verdade está aqui!

Marcelo Volcato

Forte Apache. O mais tradicional dos brinquedos, quando pensamos em soldadinhos de plástico. Desde os primeiros produzidos, no final dos anos 40, até os dias de hoje, são raríssimos os fabricantes de soldadinhos que não os fabricaram. De madeira, metal, papelão, ou plástico, as paliçadas de madeira são parte integrante de todo Forte Apache que se preze. Inconfundível, não é mesmo? Alguns, tentando serem originais, lhe deram um novo nome. Dependendo da criatividade de cada um, valia Forte Comanche, Forte Rin-Tin-Tin, Forte Sioux, Forte Arizona, Forte Grant, Forte Bowie, Forte isso, Forte aquilo, etc, etc, etc... Todos, na verdade, o mesmíssimo brinquedo. 

Forte Apache da Marx:



Em meados dos anos 50, mais de 80% dos meninos norte-americanos tinham um Forte ou outro entre seus brinquedos. Milhões de Fortes valentemente defendidos pela Sétima Cavalaria contra os selvagens Apaches. Nos anos 60 a febre chegou ao Brasil. Quase todos os meninos que conheci naquela época, tinham no mínimo um Forte, isso sem contar, aqueles que como eu, tiveram diversos Fortes (um no Natal, outro no aniversário, durante anos a fio...). Com todo esse sucesso, imagina-se que não existam dúvidas, ou inverdades à respeito do Forte Apache, certo? Errado. 

Por incrível que pareça, os erros e as inverdades são inúmeros. Vamos agora restabelecer a verdade histórica do Forte Apache. O da Gulliver? Não, aquele real, o do velho oeste! Faço isso, não para desafiar ou polemizar com ninguém. Mas colecionar brinquedos não deve servir de desculpa para reinventar a história. Alguns colecionadores, que não perderam seu tempo, como eu, estudando a fundo a história do velho oeste, poderão aprender muito. É esse o objetivo dessa coluna: Contar histórias que a maioria dos colecionadores desconhece, mas que valeria a pena conhecer. 

Criado pelo governo americano em 1870, no Arizona, para controlar os apaches na recém criada reserva White Mountain, o "Fort Apache" serviu de base para a oitava cavalaria, e mais tarde a décima, até 1922, ano em que os EUA desistiram de unidades de cavalaria montadas em cavalos. É isso mesmo que o amigo leu, a sétima cavalaria, do famoso coronel (e não general) Custer, não estava nem perto do Arizona nessa época. O Forte Apache foi um quartel de história pouco movimentada. Por exemplo: Ataque dos apaches? Apenas um nos longos 52 anos em que foi ocupado... No dia 1º de setembro 1881, um grupo de apaches atacou o forte incendiando os prédios mais afastados. Um tenente e um cavalo ficaram feridos. Evidentemente não passou de uma escaramuça sem importância, os apaches só queriam ocupar a cavalaria enquanto suas mulheres e crianças fugiam da reserva. Se ao menos o Forte Apache tivesse uma paliçada de madeira... Ele não tinha, lamentavelmente. O forte era simplesmente um agrupamento de prédios baixos, ao redor de uma praça onde a cavalaria marchava em paradas. Só isso! Nada de portão com nome em cima, paliçada de madeira, ou torres nos cantos! Esse modelo de forte ( paliçada de madeira, torres e portão ) existiu nos Estados Unidos, contudo nunca no Arizona, muito menos no final do século XIX, quando os Apaches causavam problemas para a cavalaria. O Forte William Henry da Guerra dos índios e dos franceses (por aqui chamada: Guerra dos sete anos), mostrado no filme "O Último dos Moicanos", era desse tipo. 

O curral no Forte Apache, a coisa mais parecida com uma paliçada

Ruínas dos alojamentos

Uma visão moderna do Forte Apache, ontem como hoje, nada de paliçadas

O prédio mais alto do Forte Apache, o alojamento do capitão

Mas, nas brincadeiras de criança, o grande chefe apache Gerônimo... Espere aí. Gerônimo nunca foi chefe! Sua posição na tribo era a de "medicine-man", o curandeiro, ou pajé de uma tribo. É isso mesmo. Cuidado quando vocês forem ao Arizona, pelo menos lá, eles conhecem a história de Gerônimo. Goyahkla ( seu nome verdadeiro - Gerônimo foi inventado pelos brancos que achavam o original impronunciável ), cuja tradução significa: "Aquele que boceja", não era chefe coisa nenhuma! Ele teve uma infância e adolescência pouco notável, sua tribo, os apaches Bedonkohe, constituíam uma das menores e menos expressivas tribos de toda a nação apache. Já adulto, após perder esposa e filhos para um grupo de mexicanos que os matou para roubar seus cavalos, Gerônimo procurou pelo chefe dos Chiricahua (essa sim uma tribo poderosa), o famoso Cochise, e juntou-se a eles. Eventualmente, após a morte de Cochise, Gerônimo comandaria bandos de apaches renegados, fugitivos das reservas por muitos anos, mas chefe de uma tribo apache, isso ele nunca foi. E antes que eu me esqueça: Apache não é o nome de uma tribo, como ficou claro no texto. Apache era o nome da nação, diversas tribos compunham, e ainda compõe, a nação apache. 

Mais alguma coisa? Sim! Lamentavelmente ainda preciso esclarecer mais três coisas:

1 - Confederados? Desde os tempos da Casablanca, a Gulliver insiste em chamar a 7ª Cavalaria de "Confederados". Isso está errado! Confederados foram os americanos do sul, que enfrentaram os do norte na Guerra de Secessão (1861-1865), ou Guerra Civil Americana. A 7ª cavalaria era ianque, ou seja, do norte!

2 - Apaches ou Sioux no Forte Apache? Infelizmente de todas as figuras de índios lançadas por Casablanca e Gulliver, nem uma única se parece com um apache. Tratam-se todos de índios da planície, como os Sioux, que foram os inimigos de Custer na batalha de Little Big Horn. O problema é que nunca os Sioux estiveram sequer no Arizona, quanto mais no Forte Apache.

3 - Cavalaria montada ou a pé? Pode parecer estranho, mas exceto quando atacavam aldeias com mulheres e crianças (o que eles fizeram às vezes), os soldados da Cavalaria lutavam a pé! O motivo? Ao contrário da lenda, a Cavalaria não tinha carabinas Winchester de repetição, mas carabinas Springfield de um único tiro. Ora, recarregar essa arma em um cavalo em movimento seria impossível! Em 99% das batalhas que travou contra os índios, a Cavalaria desmontou, e um em cada quatro soldados ficou segurando as rédeas dos cavalos (para que não fugissem com os tiros), enquanto os outros três lutavam. Incrível, mas verdadeiro.

A verdadeira aparência dos Apaches

Bem, agora sim, o amigo pode dizer que sabe tudo sobre os Fortes Apaches. Os de brinquedo, e o de verdade!

15 de agosto de 2004

Brinquedos de Faroeste - Viocema

Marcos Guazzelli

As empresas que produziram brinquedos de faroeste nos anos 60 e 70, e que se tornaram famosas por isto, foram a Casablanca e sua sucessora Gulliver.

No entanto, outros fabricantes também atuaram nesta linha de produtos como, por exemplo, Trol, Estrela, Educa, Papai Noel e Indústria de Brinquedos Comanche.

Em artigo anterior ( Fort Rin Tin Tin ), tive a oportunidade de abordar o caso da Trol. Desde que escrevi aquele artigo, tive oportunidade de adquirir de um amigo um exemplar do "Fort Sioux". Estou evoluindo nas pesquisas sobre este brinquedo, mas todas as indicações que tenho até o momento apontam para o fato de que o "Fort Sioux" é o antecessor do Fort Rin Tin Tin, ambos lançados pela Trol. Se alguém que vier a ler este artigo tiver mais informações sobre esse brinquedo, agradecerei o contato.

No presente artigo falarei um pouco dos produtos da Viocema.

Poucos são os apreciadores do gênero faroeste que sabem da existência da Viocema. Muitos acreditam que apenas Casablanca e Gulliver atuaram neste segmento. Outros (menos) sabem da atuação da Trol no segmento faroeste e acreditam que brinquedos como Gunsmoke e General Custer eram por ela produzidos. Eram, na verdade, produzidos pela Viocema.

Conheço apenas dois produtos lançados pela Viocema, o Gunsmoke e o conjunto General Custer, citados acima, conjuntos estes que serão comentados neste artigo.

Interessante ressaltar que, assim como no caso da Trol, as figuras lançadas pela Viocema eram as mesmas ( fôrmas ) lançadas por Casablanca/Gulliver, apenas com pintura de qualidade inferior.

Figuras da Viocema que nunca vi com outras marcas foram: o médico, e mulher e o xerife do conjunto Gunsmoke ( apresentados adiante ) e uma figura montada, com os braços erguidos, que representava, muito mal, o General Custer. Esta figura do General conheci com camisa vermelha e com camisa azul, ambas com calças brancas.


Primeiro, alguns comentários sobre a série de televisão - Gunsmoke - que deu origem ao brinquedo.

Gunsmoke foi a série de televisão, ao longo de toda a história da TV mundial, que ficou mais tempo sendo produzida - 20 anos, de 1955 a 1975. A 2a série de maior duração da história foi Bonanza, com 13 anos.

Foram produzidos 633 episódios, sendo em preto e branco nos primeiros 11 anos da série, e em cores nos restantes 9 anos.

Os personagens principais da série, retratados no brinquedo, eram:

Xerife Matt Dillon (James Arness)
Galen "Doc" Adams (Milburn Stone)
Kitty Russel (Amanda Blake)

O sucesso desta série era imenso, e acredito que muitos admiradores de brinquedos de faroeste possuem boas recordações de seus episódios.

O sucesso da série de televisão passou logo para o mundo dos quadrinhos, com o lançamento de séries baseadas em Gunsmoke, no Brasil (EBAL) e no exterior.


Tamanho sucesso não poderia ficar fora do mundo dos brinquedos, e a Viocema tratou de corrigir esta falta, lançando o seu conjunto Gunsmoke, que foi produzido ao longo dos anos 70. Abaixo, a imagem da caixa do brinquedo Gunsmoke:


O conjunto possuiu duas versões. Em ambas as versões a estrutura básica do brinquedo era a mesma, ou seja:

Sallon;
Escritório do xerife;
Estrebaria;
Diligência;
Figuras do xerife, do médico e da mulher;
Conjunto de figuras de cowboys diversas, todas com fôrma Gulliver/Casablanca.

A diligência da Viocema utilizava a mesma fôrma daquela lançada pela Casablanca nos anos 60, a qual era vendida individualmente, e também, acompanhava o conjunto Virgínia City. A diferença é que os cavalos da diligência Casablanca eram do modelo mais gordo, ao passo que os da Viocema eram magros. Ambas as fábricas colocavam a figura do cocheiro junto com a diligência, sendo que a Viocema utilizou a mesma fôrma da Casablanca para esta figura.

As principais diferenças entre as duas séries lançadas pela Viocema eram as seguintes:
Na primeira versão o Sallon possuía sacada em "L", ao redor da casa. Na segunda versão a sacada era de um lado só, na frente da casa;

Na primeira versão a diligência era de plástico azul. Na segunda versão, de plástico salmão.
Abaixo, a foto da delegacia e do saloon na 1a versão do brinquedo. Ao centro a diligência em plástico azul. "Pilotando" a diligência, a famosa figura do General Custer, mencionada acima, com camisa azul e calças brancas:

Esta foto é da coleção de Fernando Camargo

conjunto com a diligência na cor salmão
(os cavalos da foto não são originais)

Abaixo, uma vista geral da segunda versão do brinquedo. A diligência, em primeiro plano, de plástico marrom, é da Casablanca, mas os cavalos são originais da Viocema, com as suas tradicionais selas vermelhas:


Abaixo, as fotos das figuras que representavam o xerife (na sacada), o médico e Kitty Russel. As cores das figuras eram variadas, mas sempre a pintura era feita sobre plástico branco:


Outro conjunto da Viocema, lançado para faturar em cima do nome de alguém famoso, foi o General Custer.

A capa do conjunto era muito bonita, e prometia....


Uma bela cena de carga de cavalaria sobre um grupo de índios, observados pelo próprio General.

No entanto, ao abrir a caixa, o conjunto decepcionava um pouco. Era composto apenas de três carroças de madeira, uma delas com lona "camuflada" (?). As carroças são um pouco mais largas que as da Casablanca, com cavalos e rodas da diligência. Vez por outra é possível encontrar uma carroça destas num leilão da internet, mas são raras.

Eu não me recordo, mas colecionadores amigos informam que figuras da Viocema eram vendidas avulsas em sacos plásticos, sacos estes que eram fechados por um papelão com uma réplica da imagem do conjunto, apresentada acima. Abaixo, o conteúdo do conjunto:

Conjunto da coleção do Alan, de São Paulo

São estas as informações que possuo sobre a Viocema. Assim como já comentei no artigo sobre o Fort Rin Tin Tin, sempre restará alguma curiosidade sobre as negociações empresariais entre os fabricantes de brinquedos. Sendo a Trol e a Viocema concorrentes da Gulliver na linha faroeste, que interesse poderia ter a Gulliver em ceder suas fôrmas para os concorrentes produzirem figuras que concorreriam diretamente com seus produtos?

Da mesma forma, resta alguma curiosidade em relação a Trol X Viocema, uma vez que o estilo de pintura das figuras por elas lançadas era praticamente o mesmo, assim como o tipo de embalagem em que vinham os conjuntos das duas fábricas era muito semelhante. Teriam Trol e Viocema possuído algum vínculo societário entre si?

Espero retornar em breve com mais informações sobre o saudoso mundo dos brinquedos de faroeste.

15 de janeiro de 2004

Fort Rin Tin Tin - Trol

Marcos Guazzelli

Poucas informações existem sobre a história do Fort Rin Tin Tin. Muita confusão existe na memória das pessoas em relação a este produto.

De ressaltar que na história do oeste Americano jamais existiu um forte com o nome de Rin Tin Tin, sendo que o brinquedo recebeu esta denominação apenas para pegar carona no sucesso da famosa série de televisão. Nela, o tenente Rip Masters, o sargento Ohara, o cabo Boone, Rusty e Rin Tin Tin viviam suas aventuras, na verdade, no Forte Apache.

Ao longo das décadas de 60 e 70 os fortes produzidos pela Casablanca e pela Gulliver traziam as figuras do Cabo Rusty e do cachorro Rin Tin Tin (ambos da série de televisão). Desta forma, muitos adultos que tiveram o Forte Apache na infância (com a figura do Rin Tin Tin) imaginam ter tido o Fort Rin Tin Tin, assim como muitos pensam que o Fort Rin Tin Tin era produzido pela Gulliver.

O Fort Rin Tin Tin era produzido pela Trol. Afora a linha de brinquedos Playmobil, não tenho informação de que a Trol tenha produzido outros itens de velho oeste, além do Fort Rin Tin Tin.

A Trol não existe mais, o que torna mais difícil a obtenção de informações históricas sobre seus produtos. Na internet existem sites sobre a Trol, mas, pelo menos até onde consultei, não mencionam o Fort Rin Tin Tin.

O brinquedo foi produzido ao longo da década de 70. No início dos anos 80 ainda era possível encontra-lo em algumas lojas de Porto Alegre (onde residia à época). Não sei o ano exato do início de sua produção, mas, com certeza, é anterior a 1975. Tenho conhecimento da existência de duas séries do brinquedo.

Enquanto a Gulliver trocou o inglês “fort” pelo português “forte” em meados dos anos 70, a Trol manteve a denominação em inglês ao longo de toda a vida do produto. Também é interessante ressaltar que ao longo da década de 70 os palitos das paliçadas dos fortes da Gulliver passaram da posição vertical para a posição horizontal. Já o Fort Rin Tin Tin foi sempre produzido com os palitos na posição vertical.

O Fort Rin Tin Tin era produzido em dois tamanhos – pequeno e grande (que era denominado “super”).

Os conjuntos eram tradicionalmente compostos por:

- Quatro paliçadas de madeira;

- Uma casa quartel-general de madeira;

- Duas guaritas de madeira;

- Um mastro de madeira, com uma bandeira nas cores azul e branca, onde era escrito “13”. Interessante, pois na época da conquista do oeste o exército regular possuía apenas 10 regimentos de cavalaria (sendo o 9o e o 10o compostos exclusivamente por soldados negros – “buffalo soldiers”). O regimento fictício da série de TV também não era a 13a cavalaria;

- Conjunto de soldados, índios e cavalos;

- Rin Tin Tin;

- Escadas de plástico.

Um colecionador amigo nosso – Alan, de São Paulo – possui uma carroça de madeira que veio na caixa junto com um Fort Rin Tin Tin que adquiriu no Mappin nos anos 70. Felizardo, nos meus nunca veio tal preciosidade, portanto não incluí a carroça entre os itens “de série” listados acima.

O primeiro Fort Rin Tin Tin de que tenho notícia (anterior a 1975, portanto), é o que está na foto abaixo (as figuras que aparecem na foto são Gulliver, e devem ser ignoradas, pois não pertencem ao conjunto):


Neste modelo da primeira série é possível observar os seguintes detalhes, que não se repetiram na série seguinte:

- A madeira das paliçadas era vermelha;

- O nome – Fort Rin Tin Tin – era escrito em papel e colado sobre a madeira;

- As janelas das guaritas eram pequenas, posicionadas no centro das referidas guaritas.

Da segunda série, lançada na segunda metade da década de 70, possuo mais imagens. Abaixo a ilustração da caixa do modelo grande – super:


Embora a qualidade da foto não esteja muito boa, a ilustração é belíssima, de excelente qualidade, com as imagens de Rusty e Rin Tin Tin bem destacadas.

Abaixo, a foto do Super Fort Rin Tin Tin (a construção estranha no meio do forte é criação minha, e não compunha o conjunto):


De destacar, o seguinte:

- A madeira passou a ser da cor alaranjada;

- As janelas das guaritas passaram a ocupar toda a extensão da frente das guaritas;

- A inscrição com o nome do forte passou a ser pintada diretamente sobre a madeira,

A ilustração da caixa do modelo pequeno era esta:


A qualidade do desenho não é a mesma da caixa do modelo super, mas mantém em destaque as figuras de Rusty e Rin Tin Tin.

Um detalhe é interessante – o desenho do Rusty e do Rin Tin Tin imita figuras da Gulliver que jamais integraram o conjunto do Fort Rin Tin Tin. Por sua vez, as figuras da Gulliver foram baseadas em uma famosa foto da série de TV.

Abaixo a foto do modelo pequeno:


É possível notar na foto que a inscrição Fort Rin Tin Tin está um pouco borrada. Isto ocorre porquê, como mencionei acima, o nome era pintado diretamente sobre a madeira, e numa das vezes em que passei produto de proteção contra cupins não tomei o devido cuidado...

A tinta sai com facilidade.

Figuras que acompanhavam o brinquedo:

Todas as figuras eram modelos da Casablanca lançados nos anos 60, e utilizados pela Gulliver nos anos 70. Seria interessante se pudéssemos saber quais eram os acordos para que uma empresa utilizasse as mesmas figuras da outra, uma vez que eram concorrentes diretas (os produtos acabavam disputando os mesmos consumidores).

As únicas figuras do exército que acompanhavam o conjunto eram:

- Figura do Tenente Rip Masters da Casablanca;

- Figura do Cabo Rusty da Casablanca (com as mãos na cintura);

- Em alguns conjuntos – figura de oficial a cavalo, com a espada sobre a cabeça.

Afora esses, os demais componentes do exército eram cowboys da Casablanca, produzidos com predominância da cor azul (para que parecesse uniforme).

A figura do Rin Tin Tin que acompanhava este brinquedo era cópia do Capeto da Gulliver (cachorro do Fantasma).

Os índios eram figuras comuns da Casablanca, vindo em diversas posições.

Os cavalos dos índios eram cópias dos cavalos Casablanca. Já os cavalos dos soldados eram de um modelo bem magrinho, com sela de cor única (que na mesma época também aparecia em sets produzidos pela Viocema).

Bom amigos, eram essas as informações que eu tinha. Espero que tenham apreciado.

Até a próxima!

Fotos – arquivo pessoal.

30 de agosto de 2003

Forte Apache no Brasil - 1980/2003

Marcos Guazzelli

Neste artigo abordaremos os brinquedos de faroeste produzidos pela Gulliver no período 1980 – 2003.

Na virada da década de 70 para a década de 80 a Gulliver lançou um série de figuras em vinil, pintadas à mão. As figuras eram cópias de originais Britains, e eram vendidas em cartelas com três unidades (figuras), contendo conjuntos de cavalaria, índios e cowboys.

Abaixo ilustração de alguns soldados da cavalaria desta série.


No início dos anos 80 a Gulliver lançou em uma série especial o Forte Arizona. O brinquedo era composto por:

  • 1 conjunto de paliçadas que já vinha montado na caixa. O interessante nas paliçadas é que os palitos vinham na posição vertical, coisa que a Gulliver havia abandonado no início dos anos 70;
  • 1 pórtico com portão, que era encaixado na paliçada;
  • 1 alojamento de plástico laranja;
  • 2 torres de vigia de plástico amarelo;
  • 2 escadas de plástico;
  • Conjunto de figuras de plástico sem pintura, cópia de Britains (as mesmas lançadas em vinil pintadas a mão, mencionadas anteriormente).

Abaixo a ilustração da caixa do forte, o forte e algumas figuras.




Os brinquedos mencionados acima foram séries especiais. A série normal lançada a partir de 1980 trouxe, como novidade, as figuras cópias de originais da Atlantic. Estas figuras são produzidas até a atualidade e evoluíram da seguinte forma:

  • Produzidas em plástico, sem pintura de 1980 a meados da década de 90. Houve uma variação na cor do plástico ao longo dos anos, de cores mais vivas para cores mais neutras;
  • Em meados dos anos 80 as figuras foram lançadas em vinil, pintadas à mão. Cabe ressaltar que a pintura desta série era de excelente qualidade;
  • De meados da década de 90 até a atualidade as figuras são feitas em plástico, pintadas à mão, mas a qualidade da pintura não é boa.

Quando lançadas, em 1980, as figuras eram vendidas em 4 conjuntos que vinham em caixas:

  • Sétima cavalaria;
  • Touro Sentado;
  • Acampamento Apache; e
  • Corrida do Ouro.

A Atlantic possuía um conjunto chamado Buffalo Bill que não foi lançado no Brasil.

Abaixo ilustrações dos conjuntos 7a Cavalaria e Touro Sentado.



No início dos anos 80 foram lançados dois modelos de Forte Apache – grande e pequeno – que acompanhavam as figuras desta série. As ilustrações estão abaixo:



No início dos anos 80 as carroças eram iguais às dos anos 70, com a diferença de que o toldo não era mais de pano, mas sim de plástico (amarelo).

Na segunda metade da década de 80 são lançadas, como já comentado, as figuras em vinil pintadas a mão. Os conjuntos lançados para acompanhar estas figuras foram:

  • Forte Apache;
  • Acampamento Apache;
  • Caravana;
  • Texas Express.

As principais novidades foram:

  • No Forte Apache o alojamento de plástico foi substituído por um de madeira. Foi o último modelo de forte feito em madeira;
  • No Acampamento Apache voltaram as tendas, numa versão diferente daquela dos anos 60/70;
  • Foi lançado o Texas Express, que foi o único trem entre todos os brinquedos de faroeste.

Abaixo as ilustrações do forte, do acampamento e do Texas Express.




A partir de 1990 ocorre uma mudança radical – os fortes passam a ser feitos em plástico. O modelo lançado em 1990 é, praticamente, o mesmo que está em linha até hoje.

No início os fortes de plástico são lançados em 3 modelos:

  • Grande (caixa vermelha);
  • Médio (caixa azul);
  • Pequeno (caixa amarela).

As figuras que acompanhavam eram Atlantic em vinil, pintadas a mão.

Abaixo a ilustração da caixa do modelo grande.


Na Segunda metade dos anos 90 os fortes passam a ser vendidos em maletas plásticas, em dois tamanhos – pequeno (que era o médio da série anterior) e grande. As figuras são Atlantic de plástico, e estão em linha até hoje. A pintura das figuras é de péssima qualidade.

Abaixo a ilustração do forte pequeno.


Junto com o forte são produzidas figuras avulsas, em embalagens cilíndricas. A novidade é o retorno das figuras dos búfalos e dos ursos, ambas utilizando fôrmas da década de 70. Estes conjuntos cilíndricos não estão mais em linha, sendo que em algumas lojas ainda são encontradas sobras de estoque, principalmente em lojas do interior.

Atualmente as figuras Atlantic são vendidas em embalagens com 3 unidades e 1 cavalo.

A partir de 2002 os colecionadores tradicionais de Forte Apache quase têm um colapso cardíaco – é lançada a série “Ação Total” com as novas figuras de plástico articuladas.

Esta série, que está em linha, contém os seguintes produtos:

  • Forte Apache grande;
  • Acampamento Apache;
  • Caravana dos Confederados;
  • Rancho Cowboy.

Abaixo as ilustrações da caixa do forte, do acampamento e da caravana.




O aspecto interessante é – os bons observadores já perceberam que a canoa, o totem, a árvore e as tendas dos soldados são feitas em fôrmas da década de 70. Isto prova que a Gulliver ainda mantém essas fôrmas.

São quase 40 anos de forte apache no Brasil. Poucos brinquedos alcançaram esta longevidade, o demonstra o sucesso e a importância do forte apache nas nossas infâncias.

Bom, espero que tenham apreciado o artigo.

As fotos são do meu arquivo pessoal.

15 de agosto de 2003

O Forte Apache no Brasil

Marcos Guazzelli

Qual adulto que se encontre na faixa entre 30 e 50 anos de idade não teve o Forte Apache ou algum outro brinquedo de faroeste na infância?

Sem dúvida o Forte Apache foi o brinquedo de maior sucesso no Brasil nas décadas de 60 e 70. É triste que tão pouca informação exista sobre algo que marcou a melhor fase da vida de tantas pessoas e que, até hoje, é cultuado por muitos.

Há algum tempo o álbum de fotos da minha coleção de brinquedos de faroeste fica em cima da mesa em meu escritório. Muitas das visitas que recebo acabam olhando o álbum e percebo que, embora algumas tratem o assunto com deboche, a maioria transmite pelo olhar a admiração e as boas lembranças que as fotos lhes trazem.

O principal fabricante do brinquedo – Manufatura de Brinquedos Gulliver S.A. – parece não dar a importância devida ao tema. Enquanto diversos fabricantes em todos os segmentos lutam por consumidores que cultuem a sua marca e o seu produto, a Gulliver age diferente. Nas poucas vezes em que tentei contato com a fábrica fui tratado com desinteresse e/ou com respostas secas e curtas.

A intenção deste artigo é fazer um passeio pela história dos brinquedos de faroeste produzidos no Brasil pelas indústrias Casablanca e Gulliver nas décadas de 1960 e 1970. As informações aqui apresentadas decorrem de trabalho de pesquisa informal que realizo há anos. Contudo, é provável que contenha informações imprecisas, de forma que desde já informo que críticas e sugestões serão bem vindas.

Não irei me ater a detalhes. Minha intenção é dar uma visão geral sobre o tema. E que este artigo sirva de base e incentivo para futuros trabalhos sobre o tema, trabalhos estes que poderão eventualmente se aprofundar em detalhes.

Não é objetivo deste artigo analisar as razões psicosociais para o sucesso do Forte Apache.

O Começo - Anos 60 

Apenas a título de informação inicial – o brinquedo Forte Apache surgiu nos Estados Unidos, em 1953, lançado pela Louis Marx & CO.

Há controvérsias quanto à origem do Forte Apache no Brasil. Algumas informações dizem que teria sido no final de 1963, início de 1964. Outros dizem que foi em 1966. Particularmente, me posiciono entre os primeiros.

O fato é que o fundador da Casablanca era espanhol, lançou o Forte Apache na Espanha e, posteriormente, emigrou para o Brasil, aqui lançando o brinquedo.

O Forte Apache foi sucesso imediato e logo no seu primeiro ano de operação no Brasil a Casablanca começou a ameaçar fatias de mercado de fabricantes que operavam há décadas no Brasil, como a Estrela.

O primeiro Forte Apache da Casablanca lançado no Brasil era este modelo:


O nome Forte Apache aparecia em inglês – fort – e era marcado a fogo na placa sobre o portão. Pelas informações que disponho, a inscrição em inglês – fort – perdurou até a série lançada pela Gulliver em 1974.

A bandeira não aparece na foto, mas era a dos Estados Unidos. As escadas eram de madeira, com simulação dos degraus. O mastro que aparece na foto não é o modelo original, mas é semelhante.

As paliçadas tinham os palitos na posição vertical, como é correto, e com as pontas dos “troncos” à mostra. Na época estas pontas causaram ferimentos em algumas crianças que brincavam com o produto. Com o passar do tempo, e o lançamento de outros modelos, as pontas forma suprimidas e, eventualmente, os palitos passaram a ser apresentados na posição horizontal.

A embalagem que continha este Forte Apache era esta:


Pouco tempo depois a Casablanca lançou o mesmo modelo de forte com a inscrição “Fort Apache” já no tradicional papel amarelo colado à madeira do portão do forte.

Na época da Casablanca os brinquedos eram acompanhados por uma espécie de cartaz (amarelo) no fundo das caixas do brinquedo. Todas as figuras que acompanhavam o brinquedo eram numeradas (na base ou nas costas) e este cartaz trazia a indicação de quem era quem, por exemplo: 017 – Kid Kansas, 011 – Tenente Rip Masters, 125 – Buffalo Bill, 053 – Touro Sentado. Identificar as figuras fazia parte da brincadeira.

Mais para o final da década de 60 a Casablanca lançou aquele que é, em minha opinião, o forte mais bonito de todos e, também, um dos mais difíceis de encontrar. Este forte possuía duas guaritas de madeira ao lado do portão e era o que mais se aproximava do tradicional Forte Apache da série de televisão Rin Tin Tin.

A caixa que continha o produto era esta apresentada a seguir, e há informações de que o desenho foi feito pelo então filho do fundador da Casablanca e atual Presidente da Gulliver.


O forte era este:


Nos anos finais da década de 60 a Casablanca estava no auge. Sucesso entre as crianças, vendas crescentes, novos produtos lançados. Em seu auge a linha de faroeste da Casablanca possuía os seguintes produtos:

  • Forte Apache de madeira, com 35 figuras;
  • Forte Apache de plástico, com duas guaritas de plástico e 41 figuras;
  • Acampamento Apache com 34 figuras – o acampamento apache possuía uma base circular de papel que simulava o terreno e um rio. As cabanas eram mais circulares do que as lançadas pela Gulliver nos anos 70. Quanto ao número de cabanas original que acompanhava o brinquedo, há duas correntes de opinião – 4 e 5;
  • Caravana, com cinco carroças de madeira e 61 figuras. As carroças possuíam caixas e sacos de suprimentos;
  • Fazenda Ponderosa – do seriado Bonanza, o conjunto era montado sobre uma base e continha, entre outras figuras, casa, cercas, moinho, poço e animais;
  • Virgínia City – foi o maior (e mais caro) conjunto lançado pela Casablanca. Era uma cidade do velho oeste, com casas de madeira, montada sobre uma base. Possuía, também, uma diligência e muitas figuras. Não conheço ninguém que possua este brinquedo ou que, pelo menos, uma foto dele. Com certeza é o conjunto mais raro da Casablanca;
  • Figuras avulsas.


Abaixo a foto da caixa da Fazenda Ponderosa, da caixa da Caravana, do conteúdo da Caravana e das cabanas do Acampamento Apache Casablanca.





Em 1969 um estranho incêndio destruiu a Casablanca. Nada restou, é como se a Casablanca nunca tivesse existido. Quando a indústria foi reconstruída, em 1970, surgiu com o nome de Gulliver. Por quê aventurar-se com uma marca nova e desconhecida se já existia uma marca (Casablanca) consolidada no mercado e na mente dos consumidores? O sucesso da Casablanca seria, em qualquer entidade empresarial, motivo de orgulho e de preservação. Mas a Gulliver nada fez para preservar este passado. É como se a Casablanca nunca tivesse existido. As informações que se consegue vêm da memória de pessoas que viveram naquela época ou das caixas de brinquedos Casablanca que sobraram. Se alguém que vier a ler este artigo tiver um catálogo de produtos Casablanca, agradeceria um contato.

Anos 70

Não disponho de muitas informações sobre os anos de 1970, 1971 e 1972. É um período que ainda estou pesquisando. Abaixo a foto de um dos modelos de Forte Apache deste período, ainda com a inscrição em inglês – fort – e com os palitos das paliçadas na vertical, mas já sem pontas aparentes. Este foto era do modelo mini e já vinha montado na caixa, sendo desmontável apenas a placa, que era encaixada sobre o portão. Os soldados eram pintados com casaco azul claro e calça azul escura, ao contrário dos verdadeiros soldados da cavalaria americana que usavam casaco azul escuro e calça azul clara. 


Nos anos 70 os brinquedos de faroeste lançados pela Gulliver pertenciam à Série Far West.

A imagem padrão desta série, até 1977, reproduzia o Forte Apache sendo atacado pelos índios. Um magnífico desenho elaborado pelo desenhista Nelson Reis e, provavelmente, uma das imagens mais marcantes para aqueles que brincaram com a Série Far West. A famosa imagem, que ilustrava as caixas dos fortes e de itens avulsos, era esta: 


De 1973 a 1977 a Série Far West era composta pelos seguintes produtos:

  • Forte Apache, nos modelos Grande Forte Apache, Forte Apache e Mini Forte Apache. O Grande era o modelo mais bonito e completo, inicialmente com palitos das paliçadas na vertical. Os demais modelos já traziam os palitos na horizontal. A bandeira que acompanhava os fortes era a bandeira da sétima cavalaria, e não mais dos Estados Unidos. O Grande possuía 4 guaritas de plástico, e os demais modelos 2. O Mini não vinha com a casa-quartel general;
  • Os apaches, conjunto com três tendas, índios, cavalos e canoa montados sobre uma base plástica. Neste conjunto vinham figuras de índios sentados, que eram colocados ao redor da fogueira. Este conjunto foi substituído pelo Acampamento Apache, similar ao que já existia na época da Casablanca, composto por 5 tendas, totem, fogueira, canoas, índios e cavalos;
  • Planície selvagem, que era uma base plástica com búfalos, índios e caçadores. Este conjunto ficou pouco tempo em linha;
  • A Conquista do Oeste que era composta por três carroças – na época da Gulliver as carroças já eram plásticas – índios, soldados e cowboys. Este conjunto foi substituído pela Caravana, que trazia duas carroças e duas cabanas de acampamento militar;
  • Chaparral – era o rancho, lançado em substituição à Fazenda Ponderosa. Na época, a série Chaparral era sucesso na TV. O conjunto trazia casa, moinho, cercas, animais, cowboys, cavalos, entre outros itens;
  • Itens avulsos.


A Série Far West possuía, também, itens avulsos chamados de “especiais”. Eram figuras feitas em plástico de kit, com pintura em alto padrão. Cada uma vinha acondicionada em uma caixa exclusiva. Abaixo, um dos “especiais”:


A seguir são apresentadas ilustrações do Grande Forte Apache de 1973, da caixa do Chaparral, e do totem do Acampamento Apache (na forma de item avulso).




A ilustração da caixa da Conquista do Oeste (posteriormente utilizada para a Caravana) também é uma das mais bonitas da história da Gulliver. A imagem é uma reprodução fantasiosa do “last stand” do General Custer em Little Big Horn, apresentada a seguir:


A título de curiosidade – a imagem utilizada para ilustrar esta caixa foi tirada do cartaz de lançamento do filme Custer of the West, de 1968, com Robert Shaw no papel de Custer. O cartaz do filme era este:


Em 1978 a Gulliver “repaginou” os produtos da Série Far West, e os novos modelos estiveram no mercado nos anos de 1978 e 1979. Os produtos que compunham a série eram os seguintes:

  • Forte apache em dois modelos – grande e pequeno. O forte grande já não trazia a paliçada dos fundos, sendo esta substituída por um conjunto plástico com: alojamento, comando e depósito. A tradicional ilustração das caixas dos fortes foi substituída pela foto de um menino brincando. As bandeiras foram colocadas sobre as guaritas, e a dos Estados Unidos substituiu a da sétima cavalaria. Em 1979 as guaritas foram substituídas por torres de observação. Os fortes vinham montados;
  • Acampamento Apache – as tendas passaram a ser quatro, cada uma pintada de uma cor diferente. O conjunto também vinha montado sobre uma base;
  • Caravana – a tenda militar passou a ser uma só, e o conjunto também vinha montado sobre uma base;
  • Chaparral – também montado sobre uma base;
  • Itens avulsos.


A seguir a ilustração do Forte Apache grande e do Chaparral:


1979  marcou o fim da década de 70 e, também, o fim da época de ouro dos brinquedos de faroeste. A partir de 1980 os brinquedos foram bastante reformulados.

A Gulliver mantém o Forte Apache em linha até hoje, mas os produtos lançados nos últimos 20 anos não se comparam àqueles dos anos 60 e 70.

Num próximo artigo abordarei os conjuntos lançados nas décadas de 80 e 90 e 2000.