15 de junho de 2003

Restauração de Figuras do Velho Oeste

Marcos Faria

Etapas de uma restauração:



Nos corneteiros acima, as figuras são de um item todo original – exceto pela ponta do cano do rifle, feito com um pedaço de clipe de papel. O da esquerda, porém, estava muito danificado no braço, do cotovelo até a mão. A corneta e o braço esquerdo foram todos refeitos em massa epoxi, assim como a mão e o rifle. Para pintura, tinta e verniz acrílicos.

Antes...

... e depois

O cowboy ladrão tem a base de chumbo. O saco de dinheiro e a mão são de massa epoxi.

Mais exemplos de figuras restauradas.

16 de maio de 2003

Pégasus - Estrela

Eduardo Luis Marcovecchio

Qual brasileiro hoje em dia na casa dos 30 ou 40 anos não tem boas lembranças antigas associadas ao nome “Pégasus”? A maioria vai se lembrar de um carro de rádio controle fabricado pela Estrela, batizado com este nome, e que foi o sonho de consumo de muitas crianças durante a primeira metade da década de 80. Sem medo de exagerar, pode-se dizer que o Pégasus foi, para o mundo dos carros de rádio controle, o que o Falcon foi para o mundo das figuras de ação.


Mas o que esse carro tinha de tão diferente? Afinal, poucos anos antes, foram lançados carros como o Bip-Car da Atma, o Stratus da própria Estrela, o Spectrum da Mimo, e anos depois alguns outros, como a Super-máquina, a pick-up do seriado Dura na Queda, ambos da Glasslite, o Colossus e o Maximus da própria Estrela também. Provavelmente não exista um motivo que isoladamente tenha dado ao Pégasus esse status de melhor carro de rádio controle de uma geração. Foram na verdade diversos os pontos nos quais que o Pégasus superou seus concorrentes, e ele fez isso de forma esmagadora na maioria deles. Dentre estes pontos, pode-se destacar: - Design: por ser uma réplica fiel da BMW M1, o Pégasus chamava muita atenção. Vamos falar um pouco deste modelo: a BMW M1 foi um carro produzido no final dos anos 70 em quantidade extremamente reduzida, projetado exclusivamente para que a BMW tivesse um carro participando de competições categoria turismo. Como a homologação para a categoria iria demorar ainda algum tempo, a BMW resolveu criar logo sua própria competição, a BMW M1 ProCar. Diversos pilotos famosos de F1 da época participaram da BMW M1 ProCar, que aconteceu em apenas duas edições: 1979 (vencida por Niki Lauda) e 1980 (vencida por Nelson Piquet). O design deste carro era muito arrojado para a época, e em pouco tempo ganhou destaque no mundo dos carros de alta performance. Voltando ao Pégasus, ele realmente tinha as rodas, portas, grades, capô e tudo o mais em perfeita proporção, e com detalhes quase perfeitos, dando a ele uma aparência de réplica em escala, e não de um simples brinquedo infantil. Falando em escala, esta era bem grande também. Não existe uma escala oficial para o Pégasus, mas ela é de aproximadamente 1/15, visto que o Pégasus tem aproximadamente 40cm de comprimento.


- Controle de tração e direção proporcionais: talvez esta seja uma das características mais importantes. Quem já brincou com carros R/C de boa qualidade, sabe que a resposta ao movimento de aceleração e direção nestes carros é proporcional, ou seja, a intensidade da manobra aumenta à medida em que a alavanca é movimentada. Esta é uma característica relativamente rara até hoje nos carros de brinquedo R/C, sendo encontrada apenas nos modelos mais caros. O próprio Maximus (lançados anos depois, pela Estrela também) não tinha esta característica. Sua aceleração era no esquema liga/desliga, e o controle de direção também era esquerda/centro/direita. E o Pégasus, em 1983, já tinha controles proporcionais. - Luz de direção, ou seta: o Pégasus tem uma característica única quando faz curvas: ele liga a seta, como num carro de verdade. Talvez não seja algo para se dar muita importância, mas não deixa de ser interessante, e era algo muito usado no marketing do brinquedo naquela época. - Atenção aos detalhes: a Estrela realmente criou um brinquedo especial quando desenvolveu o Pégasus. A pintura bem feita, os adesivos feitos em plástico transparente, o cuidado nos detalhes moldados na superfície, o pára-choque frontal em metal, o traseiro em borracha, a suspensão com molas independentes nas rodas dianteiras, e unificada nas traseiras, os pneus estriados e em borracha de qualidade, etc. O Pégasus usa cinco pilhas grandes no carro, e seis pequenas no controle. A durabilidade é boa para pilhas alcalinas. Ele foi fabricado em duas versões: Série Ouro - carro dourado, número 36, com faixas verde, preta e vermelha.

Série Prata - carro prateado, número 11, com faixas preta, azul e vermelha (baseado em um modelo real, conforme foto acima). É possível utilizar um carro da Série Prata e outro da Série Ouro no mesmo ambiente, pois eles trabalham em frequências de rádio diferentes. Internamente, no centro do chassis temos uma placa com o circuito de recepção de rádio e circuito driver para o motor, que atua nas rodas traseiras, e o servo- mecanismo que atua nas rodas dianteiras. É impressionante ver um servo-mecanismo dentro de um brinquedo, ainda mais um criado há 26 anos atrás, e por uma empresa nacional. Notamos a atenção aos detalhes também na eletrônica do Pégasus. Existem supressores de ruído ligados aos motores, para impedir que interferências geradas por eles voltem para o circuito de rádio.

O Pégasus utiliza circuitos integrados, o que simplifica bastante a complexidade do circuito, dando também um acabamento e qualidade mais profissional ao brinquedo. São usados dois circuitos integrados no carro: um decodificador de R/C de quatro canais (dois digitais e dois analógicos) e um driver para o servo e para o motor principal. No controle remoto, é usado um terceiro circuito integrado, codificador de R/C, "parceiro" do decodificador que fica no carro. Um ponto importante a ser observado: nenhum destes três circuitos integrados ainda é fabricado hoje. Se um deles queimar, a única solução é conseguir um outro Pégasus (ou outro aparelho que o use também) e retirar a peça. Do contrário, seria necessário trocar os “miolos” do Pégasus, colocando dentro dele um outro rádio, circuitos drivers (ou um speed-control comum) e servo, coisa que não deve ser muito difícil devido inclusive ao espaço interno que o carro oferece. Mecanicamente, ele também tem pontos a destacar: o chassis e outras peças são feitas de um plástico rígido, mas que possui a flexibilidade necessária para amortecer impactos e evitar quebras. Quase tudo é parafusado, não existem partes coladas ou encaixadas, e apesar dele não ser blindado contra água e sujeira, existe proteção suficiente para manter o interior livre da maioria dos problemas que ele pode enfrentar nas mãos de uma criança. Guardadas as devidas proporcões, afinal é um brinquedo lançado há 26 anos atrás, o Pégasus foi um marco em termos de tecnologia voltada para brinquedos, e possivelmente um marco também na iniciativa da indústria nacional em criar um produto muito avançado tecnologicamente e com uma qualidade de fabricação comparável à de carros de rádio controle semi-profissionais.

15 de maio de 2003

Playmobil - Trol

Alê Nunes

Criado por Hans Beck e lançado em 1974 na Alemanha, pela Geobra, o Playmobil chegou ao Brasil através da Trol, que fabricou o brinquedo de 1976 até início dos anos 90.

Basicamente o Playmobil é um mundo de aventura em miniatura, composto por bonecos, veículos, construções e muitos acessórios.

Os bonecos da coleção Playmobil foram criados com base em desenhos de criança, por isso suas feições são bem simples: pontinhos nos olhos e sorriso em todos os rostos.

Na época da Trol os temas eram: Velho Oeste, Medieval, Piratas, Construção, Bombeiros, Polícia, Hospital, Competição, Circo, Televisão, Lazer e Espaço.




No início era possível encontrar conjuntos com um, cinco ou sete bonecos, e conjuntos com veículos ou construções mais um ou dois bonecos. Esse padrão acabou sendo deixado e logo surgiram conjuntos com número variado de bonecos.


Além de acessórios como armas, ferramentas e outros utensílios, foram produzidos muitos tipos de veículos (carroça, carro, moto, barco, avião, helicóptero, naves, etc) e várias construções, como as famosas casas do Velho Oeste, Fortes para Cavalaria e o Circo.


A Trol não mantinha o padrão de cores nos acessórios, sendo que as cores mostradas na caixa podiam ser diferentes do seu conteúdo real.

Outro aspecto interessante é a variedade de bonecos disponíveis, pois não se dividiam apenas em masculinos e femininos, existiam os de cabelos negros, castanhos e loiros, índios e negros. Parece que faltaram apenas orientais, nesse período.


A Trol chegou a produzir um conjunto, muito raro, que tinha como tema a Rede Globo de Televisão. Notem que este já apresentava a primeira evolução do brinquedo, mãos independentes do braço, que podiam ser movimentadas.


Infelizmente a Trol fechou no início dos anos 90. Alguns anos mais tarde, a Estrela relançou o Playmobil, já com várias evoluções. Mas isso é uma outra história...

15 de abril de 2003

Fortes - Estrela

José Carlos Lollo


O Forte Apache não foi o primeiro forte fabricado no Brasil. A Estrela teve em catálogo, desde a década de 50 até meados dos 60, pelo menos dois tipos de forte. No caso, eram fortes que representavam as construções de pedra, não a tradicional paliçada da cavalaria americana. As figuras eram de soldados clássicos, inspiradas em soldados de chumbo. Eram de plástico duro e pintados à mão com uma certa economia, vermelho, azul, cor de pele, preto, branco e raramente alguma coisa dourada.

Soldados

Cavalaria

Os soldados de infantaria vinham numa única pose, marchando, e os da cavalaria vinham em 3 modelos, quepe, dragões, e um carinha com cara de polícia do Canadá. Tinham mais dois tipos de figuras que eram cavaleiros de equitação, um de casquete e outro de cartola.

Todos os cavalos eram iguais, mas vinham em várias cores, dourado e verde metálico inclusive, e existiam alguns malhados. Estes cavalos depois foram vendidos a granel, sem cavaleiros, em plástico comum, em cores primárias. Existia até um carrossel feito com eles, era um brinquedo muito popular. Duraram até a metade dos 70.

Forte

Os soldados de infantaria também foram vendidos a granel em cores primárias, acompanhavam um set de tiro ao alvo também, coitados.

Na década de 60 existiu um conjunto chamado Caravana, obviamente tentando beliscar o mercado da Casablanca. O conjunto apresentava uma carroça coberta e caubóis no mesmo estilo dos soldados dos fortes. Eram pintados piores que os da Gulliver, mas acho que o objetivo era um brinquedo popular e os donos da Estrela não deviam estar preocupados com isso. Todos estes brinquedos eram baratos ­ talvez o forte não fosse lá tão barato assim ­ e eram vendidos em todos os lugares, lojinhas de bairro, grandes magazines e até em feiras livres.

Caravana

A Estrela sempre teve este apelo popular, de fazer brinquedos que vendiam muito e custavam pouco. Mas também teve brinquedos caprichadíssimos em madeira, que é caso do Fortim (vide foto) que tinha soldados em madeira torneada ao estilo de brinquedos do séc XIX.

Fortim

A madeira e a mão de obra eram baratas e de boa qualidade, e a Estrela teve uma linha muito grande de carrinhos, navios e outros brinquedos finamente pintados e até ricos em detalhe, se você levar em consideração o material.

De qualquer modo, o que se vê é uma indústria que não existe mais. Eles eram caprichosos, variados, e imaginativos. Era aquela fábrica que só vemos em filme de Papai Noel.

14 de abril de 2003

HeroClix - Uma Breve Introdução

Daniel "Gárgula"


Você gosta de histórias de super heróis?

Você sempre quis ter bonecos de vários heróis e vilões que nunca vieram para o Brasil, nem em sonho?

Se você respondeu sim nas duas perguntas, continue lendo este artigo! Irei tentar lhe apresentar a um jogo interessantíssimo chamado Heroclix. Ele foi criado pela empresa americana Wizkids, após ela ter obtido sucesso com o jogo medieval Mage Knight, que segue a mesma idéia que irei lhe mostrar nas linhas abaixo.


Bom, vamos começar. Imaginem um jogo em que vários personagens de quadrinhos, tanto do universo Marvel como do universo DC podem se degladiar em batalhas intermináveis. Agora imagine que estes personagens são como peças de um jogo de xadrez. Só que possuem muito mais capacidades do que uma simples peça de xadrez. Isto é basicamente Heroclix.

Neste maravilhoso jogo batalhas são criadas onde os protaginostas são os vários personagens de Marvel e DC. Você tanto pode jogar cada universo separadamente como pode jogá-los junto!!!!

As regras são simples e cada personagem vem preso numa base chamada dial. O dial traz toda a informação necessaria sobre o personagem. As mais importantes informações do dial são:
  • Custo em pontos
  • Ataque
  • Defesa
  • Velocidade
  • Dano
  • Poderes
  • Número de alvos que ele pode acertar
  • Distância que seus ataques podem alcançar


Com estas informações, um cartão de poderes (onde cada poder vem detalhado), um pequeno livro de regras (não mais do que 15 páginas)  e um mapa você pode começar seus duelos.

Mas você deve estar se perguntando o porque do nome Heroclix? Por que CLIX? Esta resposta é fácil e baseia-se na principal característica da peça que é o dial. A peça, ao inicial o jogo, deve ter o dial colocado na posição inicial, mostrada no próprio dial. A partir daí, cada vez que esta peça recebe alguma ataque e tome dano, ela roda o dial no sentido horário e a cada “clix” um de dano é indicado. Quando as informações nas do personagem aparecem as letras KO (vem do termo inglês Knock Out) o personagem foi derrotado e é então retirado do jogo!

Os valores de ataque, defesa, dano, velocidade, alcançe e número de alvos estão escritos no dial. Os valores de alcançe e número de alvos é fixa e permanecerá a mesma durante todo o jogo. Os valores de ataque, defesa, dano e volecidade se alteram na medida que o personagem recebe algum dano.

Os poderes são representados por cores junto dos valores de ataque, defesa, dano e volecidade. Eles também variam em  cada ponto de vida do personagem. Cada característica (ataque, defesa, dano e volecidade) possui um conjunto próprio de poderes que abrangem bem as características dos personagens.

As esculturas dos personagens são muito boas. Na primeira série a pintura veio bem ruim porém, nas séries seguintes eles melhoraram muito a pintura que agora é de qualidade muito boa!!!! Quem não quer jogar, acaba colecionando as peças pela beleza de seuas esculturas!!!

Tudo o que falei acima é apenas uma pequena introdução a um jogo interessantíssmo.

Quer saber mais? Então vamos jogar!!!!

14 de março de 2003

Saiba quais foram os modelos de cavalos utilizados pela Casablanca e Gulliver em seus conjuntos do velho oeste

José Carlos Lollo

As principais empresas que produziram cavalos nos anos 70 foram Casablanca e Gulliver. Abaixo, uma análise destes que fizeram a alegria da criançada na época, e dos colecionadores até hoje!


Figs. 1 e 2 – O mais comum dos modelos é este cavalo magro, sem base, e de pernas abertas, que acompanhava os conjuntos de Forte Apache desde o início. Com uma construção de certa forma pobre, ao ter suas patas esticadas, estas se mostram cada uma de um tamanho. Veja a foto de comparação com um cavalo da empresa Starlux, de melhor qualidade.

Nacional X Starlux

Este cavalo era produzido em versões para índios e caubóis, nas seguintes cores de plástico: preto, marrom, branco, cinza e rosa. O modelo em mescla marrom e preto é o mais raro. Raro também era o cavalo de caubói com textura de pelos, presente em várias épocas.

A melhor pista para datar os cavalos é a pintura. Os de índios, por exemplo, apresentavam, no início de sua produção, a sela em até quatro cores, depois três e duas. Os de caubóis também sofreram simplificação na pintura, com a cor prata utilizada quase sempre. A partir da segunda metade dos anos 70 tinta fosca começa a ser utilizada. Todos têm o casco pintado em prata ou preto.
Estes cavalos também eram utilizados em carroças de grandes conjuntos, como o conjunto "Caravana". Carroças avulsas e modelos antigos de carroça têm cavalos melhores, como os modelos 11 e 12, que serão abordados mais à frente.

Estes cavalos chegaram a ser copiados por outras marcas concorrentes, mais roliços e com menos detalhes de molde e pintura.


Fig 3 e 4 – O cavalo 3 foi produzido somente no período Casablanca, e unicamente na versão caubói. Um cavalo de boas proporções, mais realista. Foi fabricado em branco, preto e marrom. Apesar de ter sua base própria, às vezes partilhava a mesma base do modelo 4. Não chega a ser raro, mas é difícil de encontrar em bom estado.

As cores da pintura variam muito, mas serão sempre as cores básicas da Casablanca: amarelo, azul marinho, vermelho, prata e branco.

O cavalo 4, de índio, foi copiado da Elastolin, como pode ser visto na foto do catálogo desta, abaixo:

Página de catálogo Elastolin

Este cavalo é do início da época da Casablanca, mas frequentou conjuntos da Gulliver até a primeira metade da década de 70. Ele tem um problema de projeto que faz dele um cavalo raríssimo: o ponto de junção com a base está longe do centro de gravidade, o que faz com que o casco sofra uma forte tensão. Isto, somado à qualidade do plástico, deixou o cavalo muito frágil. Normalmente estes cavalos quebravam, o que faz de um desses em bom estado um item muito raro. As cores do Casablanca eram extremamente superiores às da Gulliver, com selas pintadas com manchas muito coloridas. A cor do plástico variava entre dois tipos de marrom, preto, branco e mesclado. A base dos cavalos Casablanca era em verde mesclado com marrom, e a da Gulliver um verde vivo.

Cada conjunto “Forte Apache”, “Caravana”, ou “Acampamento Índio” acompanhava pelo menos dois cavalos.




Figs. 5, 6, 7 e 16 - Estes eram os cavalos de luxo. São todos do período da Gulliver, pelo indicado nas bases.

Acompanhavam figuras individuais, vendidas em caixa pequenas. Os modelos 6, 7 e 16 têm a mesma escala, enquanto o 5 é ligeiramente menor, com um desenho de sela diferente dos outros de caubói. Note a semelhança entre o 5 e o 11. Uma curiosidade: O cavalo 6 era utilizado no set “Fantasma”, provavelmente representando seu cavalo “Herói”.

Existe mais um modelo de cavalo índio, produzido em plástico preto, marrom e branco, base em plástico marrom mesclado e pintura de baixa qualidade, difícil de achar em bom estado, como qualquer cavalo índio.



Figs. 8 e 9 - Cavalos do conjunto “Independência ou Morte”.

Estes modelos acompanhavam também outros conjuntos. E mesmo o conjunto “Independência ou Morte” continha outros modelos (6 e 16), mas foi neste conjunto que eles ficaram conhecidos. Eles utilizam sela típica da cavalaria, são imponentes e bem esculpidos. O modelo 9 tem um "cobertor" enrolado na parte de trás, e é também o único cavalo com base fixa. Ambos foram produzidos em preto, marrom e branco e pintados com economia.


Figs. 11 e 12 - Cavalos de carroça bastante comuns. São muito bem esculpidos, bem proporcionados e davam muito realismo para as carroças um tanto pobres da Casablanca e Gulliver. Os primeiros conjuntos "Caravana" continham estes cavalos, que depois foram trocados pelos modelos 1 e 2. Eles também acompanhavam a raríssima diligência Casablanca. São apenas estes dois modelos, mas na combinação das parelhas pareciam todos diferentes, em plástico preto, marrom e branco, sendo o marrom o mais comum. Cascos em prata, arreios em laranja e colar branco ou vermelho.

Alguns modelos mais antigos têm a crina e a cauda manchadas. As traves que os prendiam quebravam com grande facilidade, por isso é mais fácil encontrá-los avulsos. O cavalo era a única coisa que sobrava da carroça e como ninguém brincava com eles depois da trava quebrar, sempre sobrava um dentro da caixa. Não são raros, mas encontra-los presos na trave é muito difícil.


Figs. 13 e 14 - Estas figuras caricatas fazem parte de um conjunto de curtíssima duração lançado por volta de 73, “Os Brincalhões do Forte Apache”, um lançamento único da Gulliver, vendido em caixa com um minúsculo forte e poucas figuras. Chegaram a ser vendidas figuras a granel em grandes magazines. Os cavalos são engraçados, com personalidade. O padrão de plástico é o mesmo da Gulliver e, infelizmente, o padrão pobre de pintura também. Alguns caubóis não conseguiam "montar" apesar da cinturinha do cavalo.


Fig 15. É o cavalo do conjunto “Batalha do Tuiuti”. Cópia simplificada de um modelo da empresa Timpo, é o menor dos cavalos da Casablanca, e visto somente no conjunto “Guerra do Paraguai”. Como toda figura deste conjunto, este cavalo é raro.