30 de agosto de 2003

Forte Apache no Brasil - 1980/2003

Marcos Guazzelli

Neste artigo abordaremos os brinquedos de faroeste produzidos pela Gulliver no período 1980 – 2003.

Na virada da década de 70 para a década de 80 a Gulliver lançou um série de figuras em vinil, pintadas à mão. As figuras eram cópias de originais Britains, e eram vendidas em cartelas com três unidades (figuras), contendo conjuntos de cavalaria, índios e cowboys.

Abaixo ilustração de alguns soldados da cavalaria desta série.


No início dos anos 80 a Gulliver lançou em uma série especial o Forte Arizona. O brinquedo era composto por:

  • 1 conjunto de paliçadas que já vinha montado na caixa. O interessante nas paliçadas é que os palitos vinham na posição vertical, coisa que a Gulliver havia abandonado no início dos anos 70;
  • 1 pórtico com portão, que era encaixado na paliçada;
  • 1 alojamento de plástico laranja;
  • 2 torres de vigia de plástico amarelo;
  • 2 escadas de plástico;
  • Conjunto de figuras de plástico sem pintura, cópia de Britains (as mesmas lançadas em vinil pintadas a mão, mencionadas anteriormente).

Abaixo a ilustração da caixa do forte, o forte e algumas figuras.




Os brinquedos mencionados acima foram séries especiais. A série normal lançada a partir de 1980 trouxe, como novidade, as figuras cópias de originais da Atlantic. Estas figuras são produzidas até a atualidade e evoluíram da seguinte forma:

  • Produzidas em plástico, sem pintura de 1980 a meados da década de 90. Houve uma variação na cor do plástico ao longo dos anos, de cores mais vivas para cores mais neutras;
  • Em meados dos anos 80 as figuras foram lançadas em vinil, pintadas à mão. Cabe ressaltar que a pintura desta série era de excelente qualidade;
  • De meados da década de 90 até a atualidade as figuras são feitas em plástico, pintadas à mão, mas a qualidade da pintura não é boa.

Quando lançadas, em 1980, as figuras eram vendidas em 4 conjuntos que vinham em caixas:

  • Sétima cavalaria;
  • Touro Sentado;
  • Acampamento Apache; e
  • Corrida do Ouro.

A Atlantic possuía um conjunto chamado Buffalo Bill que não foi lançado no Brasil.

Abaixo ilustrações dos conjuntos 7a Cavalaria e Touro Sentado.



No início dos anos 80 foram lançados dois modelos de Forte Apache – grande e pequeno – que acompanhavam as figuras desta série. As ilustrações estão abaixo:



No início dos anos 80 as carroças eram iguais às dos anos 70, com a diferença de que o toldo não era mais de pano, mas sim de plástico (amarelo).

Na segunda metade da década de 80 são lançadas, como já comentado, as figuras em vinil pintadas a mão. Os conjuntos lançados para acompanhar estas figuras foram:

  • Forte Apache;
  • Acampamento Apache;
  • Caravana;
  • Texas Express.

As principais novidades foram:

  • No Forte Apache o alojamento de plástico foi substituído por um de madeira. Foi o último modelo de forte feito em madeira;
  • No Acampamento Apache voltaram as tendas, numa versão diferente daquela dos anos 60/70;
  • Foi lançado o Texas Express, que foi o único trem entre todos os brinquedos de faroeste.

Abaixo as ilustrações do forte, do acampamento e do Texas Express.




A partir de 1990 ocorre uma mudança radical – os fortes passam a ser feitos em plástico. O modelo lançado em 1990 é, praticamente, o mesmo que está em linha até hoje.

No início os fortes de plástico são lançados em 3 modelos:

  • Grande (caixa vermelha);
  • Médio (caixa azul);
  • Pequeno (caixa amarela).

As figuras que acompanhavam eram Atlantic em vinil, pintadas a mão.

Abaixo a ilustração da caixa do modelo grande.


Na Segunda metade dos anos 90 os fortes passam a ser vendidos em maletas plásticas, em dois tamanhos – pequeno (que era o médio da série anterior) e grande. As figuras são Atlantic de plástico, e estão em linha até hoje. A pintura das figuras é de péssima qualidade.

Abaixo a ilustração do forte pequeno.


Junto com o forte são produzidas figuras avulsas, em embalagens cilíndricas. A novidade é o retorno das figuras dos búfalos e dos ursos, ambas utilizando fôrmas da década de 70. Estes conjuntos cilíndricos não estão mais em linha, sendo que em algumas lojas ainda são encontradas sobras de estoque, principalmente em lojas do interior.

Atualmente as figuras Atlantic são vendidas em embalagens com 3 unidades e 1 cavalo.

A partir de 2002 os colecionadores tradicionais de Forte Apache quase têm um colapso cardíaco – é lançada a série “Ação Total” com as novas figuras de plástico articuladas.

Esta série, que está em linha, contém os seguintes produtos:

  • Forte Apache grande;
  • Acampamento Apache;
  • Caravana dos Confederados;
  • Rancho Cowboy.

Abaixo as ilustrações da caixa do forte, do acampamento e da caravana.




O aspecto interessante é – os bons observadores já perceberam que a canoa, o totem, a árvore e as tendas dos soldados são feitas em fôrmas da década de 70. Isto prova que a Gulliver ainda mantém essas fôrmas.

São quase 40 anos de forte apache no Brasil. Poucos brinquedos alcançaram esta longevidade, o demonstra o sucesso e a importância do forte apache nas nossas infâncias.

Bom, espero que tenham apreciado o artigo.

As fotos são do meu arquivo pessoal.

15 de agosto de 2003

O Forte Apache no Brasil

Marcos Guazzelli

Qual adulto que se encontre na faixa entre 30 e 50 anos de idade não teve o Forte Apache ou algum outro brinquedo de faroeste na infância?

Sem dúvida o Forte Apache foi o brinquedo de maior sucesso no Brasil nas décadas de 60 e 70. É triste que tão pouca informação exista sobre algo que marcou a melhor fase da vida de tantas pessoas e que, até hoje, é cultuado por muitos.

Há algum tempo o álbum de fotos da minha coleção de brinquedos de faroeste fica em cima da mesa em meu escritório. Muitas das visitas que recebo acabam olhando o álbum e percebo que, embora algumas tratem o assunto com deboche, a maioria transmite pelo olhar a admiração e as boas lembranças que as fotos lhes trazem.

O principal fabricante do brinquedo – Manufatura de Brinquedos Gulliver S.A. – parece não dar a importância devida ao tema. Enquanto diversos fabricantes em todos os segmentos lutam por consumidores que cultuem a sua marca e o seu produto, a Gulliver age diferente. Nas poucas vezes em que tentei contato com a fábrica fui tratado com desinteresse e/ou com respostas secas e curtas.

A intenção deste artigo é fazer um passeio pela história dos brinquedos de faroeste produzidos no Brasil pelas indústrias Casablanca e Gulliver nas décadas de 1960 e 1970. As informações aqui apresentadas decorrem de trabalho de pesquisa informal que realizo há anos. Contudo, é provável que contenha informações imprecisas, de forma que desde já informo que críticas e sugestões serão bem vindas.

Não irei me ater a detalhes. Minha intenção é dar uma visão geral sobre o tema. E que este artigo sirva de base e incentivo para futuros trabalhos sobre o tema, trabalhos estes que poderão eventualmente se aprofundar em detalhes.

Não é objetivo deste artigo analisar as razões psicosociais para o sucesso do Forte Apache.

O Começo - Anos 60 

Apenas a título de informação inicial – o brinquedo Forte Apache surgiu nos Estados Unidos, em 1953, lançado pela Louis Marx & CO.

Há controvérsias quanto à origem do Forte Apache no Brasil. Algumas informações dizem que teria sido no final de 1963, início de 1964. Outros dizem que foi em 1966. Particularmente, me posiciono entre os primeiros.

O fato é que o fundador da Casablanca era espanhol, lançou o Forte Apache na Espanha e, posteriormente, emigrou para o Brasil, aqui lançando o brinquedo.

O Forte Apache foi sucesso imediato e logo no seu primeiro ano de operação no Brasil a Casablanca começou a ameaçar fatias de mercado de fabricantes que operavam há décadas no Brasil, como a Estrela.

O primeiro Forte Apache da Casablanca lançado no Brasil era este modelo:


O nome Forte Apache aparecia em inglês – fort – e era marcado a fogo na placa sobre o portão. Pelas informações que disponho, a inscrição em inglês – fort – perdurou até a série lançada pela Gulliver em 1974.

A bandeira não aparece na foto, mas era a dos Estados Unidos. As escadas eram de madeira, com simulação dos degraus. O mastro que aparece na foto não é o modelo original, mas é semelhante.

As paliçadas tinham os palitos na posição vertical, como é correto, e com as pontas dos “troncos” à mostra. Na época estas pontas causaram ferimentos em algumas crianças que brincavam com o produto. Com o passar do tempo, e o lançamento de outros modelos, as pontas forma suprimidas e, eventualmente, os palitos passaram a ser apresentados na posição horizontal.

A embalagem que continha este Forte Apache era esta:


Pouco tempo depois a Casablanca lançou o mesmo modelo de forte com a inscrição “Fort Apache” já no tradicional papel amarelo colado à madeira do portão do forte.

Na época da Casablanca os brinquedos eram acompanhados por uma espécie de cartaz (amarelo) no fundo das caixas do brinquedo. Todas as figuras que acompanhavam o brinquedo eram numeradas (na base ou nas costas) e este cartaz trazia a indicação de quem era quem, por exemplo: 017 – Kid Kansas, 011 – Tenente Rip Masters, 125 – Buffalo Bill, 053 – Touro Sentado. Identificar as figuras fazia parte da brincadeira.

Mais para o final da década de 60 a Casablanca lançou aquele que é, em minha opinião, o forte mais bonito de todos e, também, um dos mais difíceis de encontrar. Este forte possuía duas guaritas de madeira ao lado do portão e era o que mais se aproximava do tradicional Forte Apache da série de televisão Rin Tin Tin.

A caixa que continha o produto era esta apresentada a seguir, e há informações de que o desenho foi feito pelo então filho do fundador da Casablanca e atual Presidente da Gulliver.


O forte era este:


Nos anos finais da década de 60 a Casablanca estava no auge. Sucesso entre as crianças, vendas crescentes, novos produtos lançados. Em seu auge a linha de faroeste da Casablanca possuía os seguintes produtos:

  • Forte Apache de madeira, com 35 figuras;
  • Forte Apache de plástico, com duas guaritas de plástico e 41 figuras;
  • Acampamento Apache com 34 figuras – o acampamento apache possuía uma base circular de papel que simulava o terreno e um rio. As cabanas eram mais circulares do que as lançadas pela Gulliver nos anos 70. Quanto ao número de cabanas original que acompanhava o brinquedo, há duas correntes de opinião – 4 e 5;
  • Caravana, com cinco carroças de madeira e 61 figuras. As carroças possuíam caixas e sacos de suprimentos;
  • Fazenda Ponderosa – do seriado Bonanza, o conjunto era montado sobre uma base e continha, entre outras figuras, casa, cercas, moinho, poço e animais;
  • Virgínia City – foi o maior (e mais caro) conjunto lançado pela Casablanca. Era uma cidade do velho oeste, com casas de madeira, montada sobre uma base. Possuía, também, uma diligência e muitas figuras. Não conheço ninguém que possua este brinquedo ou que, pelo menos, uma foto dele. Com certeza é o conjunto mais raro da Casablanca;
  • Figuras avulsas.


Abaixo a foto da caixa da Fazenda Ponderosa, da caixa da Caravana, do conteúdo da Caravana e das cabanas do Acampamento Apache Casablanca.





Em 1969 um estranho incêndio destruiu a Casablanca. Nada restou, é como se a Casablanca nunca tivesse existido. Quando a indústria foi reconstruída, em 1970, surgiu com o nome de Gulliver. Por quê aventurar-se com uma marca nova e desconhecida se já existia uma marca (Casablanca) consolidada no mercado e na mente dos consumidores? O sucesso da Casablanca seria, em qualquer entidade empresarial, motivo de orgulho e de preservação. Mas a Gulliver nada fez para preservar este passado. É como se a Casablanca nunca tivesse existido. As informações que se consegue vêm da memória de pessoas que viveram naquela época ou das caixas de brinquedos Casablanca que sobraram. Se alguém que vier a ler este artigo tiver um catálogo de produtos Casablanca, agradeceria um contato.

Anos 70

Não disponho de muitas informações sobre os anos de 1970, 1971 e 1972. É um período que ainda estou pesquisando. Abaixo a foto de um dos modelos de Forte Apache deste período, ainda com a inscrição em inglês – fort – e com os palitos das paliçadas na vertical, mas já sem pontas aparentes. Este foto era do modelo mini e já vinha montado na caixa, sendo desmontável apenas a placa, que era encaixada sobre o portão. Os soldados eram pintados com casaco azul claro e calça azul escura, ao contrário dos verdadeiros soldados da cavalaria americana que usavam casaco azul escuro e calça azul clara. 


Nos anos 70 os brinquedos de faroeste lançados pela Gulliver pertenciam à Série Far West.

A imagem padrão desta série, até 1977, reproduzia o Forte Apache sendo atacado pelos índios. Um magnífico desenho elaborado pelo desenhista Nelson Reis e, provavelmente, uma das imagens mais marcantes para aqueles que brincaram com a Série Far West. A famosa imagem, que ilustrava as caixas dos fortes e de itens avulsos, era esta: 


De 1973 a 1977 a Série Far West era composta pelos seguintes produtos:

  • Forte Apache, nos modelos Grande Forte Apache, Forte Apache e Mini Forte Apache. O Grande era o modelo mais bonito e completo, inicialmente com palitos das paliçadas na vertical. Os demais modelos já traziam os palitos na horizontal. A bandeira que acompanhava os fortes era a bandeira da sétima cavalaria, e não mais dos Estados Unidos. O Grande possuía 4 guaritas de plástico, e os demais modelos 2. O Mini não vinha com a casa-quartel general;
  • Os apaches, conjunto com três tendas, índios, cavalos e canoa montados sobre uma base plástica. Neste conjunto vinham figuras de índios sentados, que eram colocados ao redor da fogueira. Este conjunto foi substituído pelo Acampamento Apache, similar ao que já existia na época da Casablanca, composto por 5 tendas, totem, fogueira, canoas, índios e cavalos;
  • Planície selvagem, que era uma base plástica com búfalos, índios e caçadores. Este conjunto ficou pouco tempo em linha;
  • A Conquista do Oeste que era composta por três carroças – na época da Gulliver as carroças já eram plásticas – índios, soldados e cowboys. Este conjunto foi substituído pela Caravana, que trazia duas carroças e duas cabanas de acampamento militar;
  • Chaparral – era o rancho, lançado em substituição à Fazenda Ponderosa. Na época, a série Chaparral era sucesso na TV. O conjunto trazia casa, moinho, cercas, animais, cowboys, cavalos, entre outros itens;
  • Itens avulsos.


A Série Far West possuía, também, itens avulsos chamados de “especiais”. Eram figuras feitas em plástico de kit, com pintura em alto padrão. Cada uma vinha acondicionada em uma caixa exclusiva. Abaixo, um dos “especiais”:


A seguir são apresentadas ilustrações do Grande Forte Apache de 1973, da caixa do Chaparral, e do totem do Acampamento Apache (na forma de item avulso).




A ilustração da caixa da Conquista do Oeste (posteriormente utilizada para a Caravana) também é uma das mais bonitas da história da Gulliver. A imagem é uma reprodução fantasiosa do “last stand” do General Custer em Little Big Horn, apresentada a seguir:


A título de curiosidade – a imagem utilizada para ilustrar esta caixa foi tirada do cartaz de lançamento do filme Custer of the West, de 1968, com Robert Shaw no papel de Custer. O cartaz do filme era este:


Em 1978 a Gulliver “repaginou” os produtos da Série Far West, e os novos modelos estiveram no mercado nos anos de 1978 e 1979. Os produtos que compunham a série eram os seguintes:

  • Forte apache em dois modelos – grande e pequeno. O forte grande já não trazia a paliçada dos fundos, sendo esta substituída por um conjunto plástico com: alojamento, comando e depósito. A tradicional ilustração das caixas dos fortes foi substituída pela foto de um menino brincando. As bandeiras foram colocadas sobre as guaritas, e a dos Estados Unidos substituiu a da sétima cavalaria. Em 1979 as guaritas foram substituídas por torres de observação. Os fortes vinham montados;
  • Acampamento Apache – as tendas passaram a ser quatro, cada uma pintada de uma cor diferente. O conjunto também vinha montado sobre uma base;
  • Caravana – a tenda militar passou a ser uma só, e o conjunto também vinha montado sobre uma base;
  • Chaparral – também montado sobre uma base;
  • Itens avulsos.


A seguir a ilustração do Forte Apache grande e do Chaparral:


1979  marcou o fim da década de 70 e, também, o fim da época de ouro dos brinquedos de faroeste. A partir de 1980 os brinquedos foram bastante reformulados.

A Gulliver mantém o Forte Apache em linha até hoje, mas os produtos lançados nos últimos 20 anos não se comparam àqueles dos anos 60 e 70.

Num próximo artigo abordarei os conjuntos lançados nas décadas de 80 e 90 e 2000.

15 de julho de 2003

Marvel Legends - Séries 1, 2 e 3 - Toy Biz

Johannes Neto


Dando seqüência à qualidade oferecida pelos bonecos da coleção Spider-Man Classics que fez a cabeça de muita gente por conta da qualidade na escultura, na quantidade surpreendente de articulações e na disponibilização de acessórios, a Toy Biz, subsidiária da Marvel na produção de bonecos, lançou no mercado de brinquedos a coleção Marvel Legends.

Esqueça aqueles bonecos de pose limitada a 9 pontos de articulação e esculturas caricatas. Mesmo dispondo ainda de poucos personagens, comparando-se às coleções anteriores da Marvel, a tendência é que aumente vertiginosamente, devido à repercussão positiva que está tendo no mercado de brinquedos.

Utilizando a vasta gama de personagens da editora, a Toy Biz selecionou os personagens mais conhecidos e importantes na cronologia dos quadrinhos para esta linha. Com raras exceções, personagens clássicos consagrados e outros mais recentes, de apelo popular, constituem a base da coleção Marvel Legends.

A maioria dos bonecos tem vasta capacidade de poses, resultado de ombros e quadris com conexões “ball-jointed” que permitem movimentos em dois eixos, além de articulações em bíceps, antebraços e coxas.

A Gulliver importou para o mercado brasileiro o mesmo mix de bonecos, acessórios e revistas que foi oferecido no mercado americano, enquanto a Toy Biz disponibilizou para o restante do mercado internacional mini-posteres no lugar das revistas.

Além das embalagens individuais para cada personagem existiu um box set com um sortimento de figuras das 3 primeiras séries chamado “The Best of Marvel Legends” que foi inicialmente feito exclusivamente para as lojas Wal-Mart e acabou sendo distribuído para o Brasil. Neste box set podiam ser encontradas a versão com sobretudo, chapéu e óculos do Coisa e a versão Stealth Armor do Homem de Ferro.

Até o momento foram lançadas três séries e uma quarta com lançamento previsto, aqui no Brasil, para até dezembro de 2003 terá os seguintes personagens: Elektra, Justiceiro, Fera, Gambit e Golias (este último, na verdade vem a ser a mesma figura, repintada, da caixa dos Vingadores, coleção “Marvel Collector’s Edition”).

Para setembro de 2003, nos EUA, existe a previsão de lançamento de uma caixa dos X-Men, chamada de “X-Men Legends”, que dentre outros personagens virá com uma figura exclusiva da Vampira e outra caixa, chamada “Urban Legends”, que dentre outros personagens terá uma exclusiva Elektra  com uniforme branco.

Para a série 5 estão previstos os personagens: Sr. Fantástico, Caveira Vermelha, Nick Fury, Colossus, Dentes-de-Sabre, Blade (versão do 2° filme do personagem) e o Surfista Prateado.

Classificação

Objetivando servir de referência para a aquisição dos bonecos, há uma série de itens avaliados e a devida classificação.

5 - Excelente
4 - Bom
3 - Regular
2 - Fraco
1- Péssimo

Os itens abordados são:

Escultura
Considerou-se a fidelidade aos quadrinhos e equilíbrio do conjunto.

Pintura
Avaliação decresce conforme identificação de falhas.

Articulação
Quantidade de pontos. Aqui não serão consideradas conexões “ball-jointed” como dois pontos, para que haja uma totalização sucinta que sirva de comparação com outras coleções.

Acessórios
Partes do uniforme que sejam removíveis ou itens adicionais que acompanham o boneco.
  
Série 1

Os primeiros personagens desta coleção foram Capitão América, Hulk, Homem de Ferro e o vilão dos X-Men, Groxo.

Os três primeiros personagens são conhecidos e bem populares, já o Groxo não.  Sua inclusão deveu-se a uma série de fatores, dentre os quais, o cancelamento do lançamento nesta série do personagem Dr. Destino, inimigo do Quarteto Fantástico. O atraso na confecção do design ocasionaram o lançamento somente na segunda série . A figura do Groxo foi planejada para a coleção “Evolution of X” que foi cancelada após o lançamento de uma única figura – Wolverine – com distribuição limitadíssima.

Capitão América

O boneco possui 6 polegadas.

Revista – 5
Reimpressão de Captain America # 109 (originalmente publicado em 1968) que reconta a origem do Capitão, por Stan Lee e Jack Kirby


Escultura – 5
Sua escultura é bem realista


Pintura – 4

Articulação – 5
Excelente quantidade de pontos de articulação (33), descritas abaixo:
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Cotovelos – (2 pontos)
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos – (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos – (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 5
Seu escudo, as ruínas de um tanque acoplado a uma parede cravejada de balas e uma bandeira americana. Seu escudo tem um encaixe para o antebraço do boneco. Além de alças que podem ajustá-lo nas costas do boneco (como o personagem faz nos quadrinhos).



Hulk

Figura ligeiramente maior que a média, possui 7 ½ polegadas. Dispõe de três variantes: uma com arame no interior nos dedos (sem a articulação comum), outra sem articulação nem arame e um terceiro Hulk com uma blusa branca e calça azul. A articulação do quadril não é “ball-jointed” como a maioria dos Marvel Legends

Revista – 4
Reimpressão de Incredible Hulk # 314 (original de 1985), por John Byrne.


Escultura – 4
A escultura da cabeça privilegia a face enraivecida do gigante verde, ao contrário das versões do filme, que possui variações.

  
Pintura – 4

Articulação – 4
Tem 21 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Cotovelos
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos
Ø      Tornozelos (2 pontos)

Acessórios – 2
Infelizmente apenas uma parede “danificada” acompanha o boneco.



Homem de Ferro

Este boneco tem 6 polegadas. Máscara removível. Possui duas variantes: uma bastante rara, que apresenta cor dourada contra as partes amarelas da versão normal e vermelho escuro no restante da armadura. A máscara também é diferente, apresentado pontas na parte superior, além da abertura da boca ter mais furos. Isso lembra a versão lançada em 1964, na edição de Tales of Suspense # 48.  Porém o restante da armadura neste boneco não casa com a versão dos quadrinhos. A outra variante é a “Stealth Armor”, completamente azul. Esta última foi muito fácil de ser encontrada aqui no Brasil em comparação com a raridade da versão dourada, por fazer parte do box set “The Best of Marvel Legends”.

Revista – 4
Reimpressão de Iron Man #149 (original de 1981), por David Michelinie, John Romita Jr e Bob Layton.


Escultura – 5
Um ótimo trabalho de escultura. Destaque para a face de Tony Stark.


   
Pintura – 4
Bom trabalho de pintura.

Articulação – 5
Tem 33 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros 
Ø      Bíceps
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Cotovelos – (2 pontos)
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos – (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 3
Máscara e um display das empresas Stark.






Groxo

Este boneco tem 6 polegadas. É o menos articulado de todos os bonecos da 1ª série. Possui um sapo na mão esquerda que não é removível.

Revista – 5
Reimpressão de X-Men #4 (1964), um clássico. Por Stan Lee e Jack Kirby.


Escultura – 4

  
Pintura – 4

Articulação – 2
Tem 11 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps direito
Ø      Pulsos
Ø      Cintura
Ø      Coxas
Ø      Canelas

Acessórios – 3
Uma base simulando um riacho. Esta base é a mesma oferecida com o boneco Man-Spider da coleção Spider-Man Classics.



Série 2

Nesta série são lançados os personagens: Coisa, Doutor Destino, Namor e Tocha Humana. Há mais variantes... talvez induzidas pelo sucesso que houve na 1ª série. O Coisa teve duas embalagens: com sobretudo, chapéu e óculos, sem a parede disponível nas lojas Wal-Mart e no box promocional “The Best of Marvel Legends” (que veio para o Brasil) e outra, somente com o display em forma de parede (pichada) oferecida no mercado americano. Existe uma versão variante do Doutor Destino, o Doombot e duas do Tocha Humana, com e sem logo do Quarteto Fantástico.

Coisa

Figura ligeiramente maior que a média, possui 7 ¼ polegadas. A versão existente no mercado brasileiro, importada pela Gulliver, é a mesma vendida exclusivamente nas lojas Wal-Mart. Não tem a parede pichada disponível na versão normal do boneco e vem acompanhada de um sobretudo, chapéu e óculos. A outra diferença é que o friso da sunga na versão Wal-Mart (e mercado brasileiro) é branco ao invés de preto. O friso preto é compatível com a versão mais antiga do personagem.

Revista – 3
Reimpressão de Fantastic Four # 263 (original de 1984), por John Byrne.


Escultura – 5
Trabalho irretocável.


Pintura – 4

Articulação – 5
Tem 29 pontos de articulação (os dedos flexionam individualmente).
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Cotovelos
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos têm arame interno)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos
Ø      Tornozelos
Ø      Pés (dedos)

Acessórios – 5
O disfarce composto de sobretudo, chapéu e óculos acaba substituindo muito bem o display em forma de parede (desmontável) da versão americana.



Doutor Destino

Tem 6 ¼ polegadas. Apresenta uma variante, o Doombot, com uma face robótica ao invés da humana. Na versão normal pode-se notar que a face não é desfigurada, apenas apresentando uma cicatriz e o modelo utilizado foi o comediante Andy Secunda. A capa é feita de um plástico semiflexível e assim como a máscara são removíveis.

Revista – 3
Reimpressão de Fantastic Four # 247 (original de 1982), por John Byrne.

  
Escultura – 4
Infelizmente não leva a nota máxima por não ser uma representação fiel ao personagem dos quadrinhos pela suavização nos traços do rosto.

Pintura – 4
Existem algumas falhas que não permitem a nota máxima.

Articulação – 5
Tem 24 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos (2 pontos)
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 5
Arma removível do coldre, parapeito da torre de um castelo, máscara e capa.



Namor

Tem 6 polegadas. Possui o uniforme apresentado na década de 70. Junto ao Tocha Humana é um dos mais articulados desta série

Revista – 4
Reimpressão de Namor, The Savage Sub-Mariner # 67 (original de 1973), por Steve Gerber (texto), Don Heck (desenhos), Frank Bolle (arte-final).


Escultura – 5


Pintura – 5
É um dos personagens mais bem pintados de toda a coleção.

Articulação – 5
Tem 28 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos (2 pontos)
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 4
Tridente, colete e cinto removíveis, além de display em forma de onda, onde pode fixar-se o boneco.



Tocha Humana

Tem 6 polegadas. Baseado na figura do Demolidor da coleção Spider-Man Classics, difere daquele por possuir chamas esculpidas em seu corpo. É o personagem mais articulado desta série e possui duas versões: uma com e outra sem o logo do Quarteto Fantástico.

Revista – 4
Reimpressão de Fantastic Four # 233 (original de 1981), por John Byrne.


Escultura – 5


Pintura – 5
Bom trabalho de pintura.

Articulação – 5
Tem 28 pontos de articulação. A articulação do pescoço só permite o movimento para os lados.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos (2 pontos)
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 3
Base em forma de chamas que pode ser fixada na parede e atrelar-se o boneco, simulando posição de vôo.




Série 3

Nesta série são lançados os personagens: Thor, Wolverine, Motoqueiro Fantasma, Magneto e a versão cinematográfica do Demolidor. Há duas versões do Wolverine.
  
Thor

Seu tamanho é dos maiores na categoria Marvel Legends, 7 ¼ polegadas. Faltam duas esferas no seu uniforme, apresentam apenas quatro, quando deveriam ser seis, como nos quadrinhos. O martelo Mjolnir é bem esculpido e pode ser segurado pela correia

Revista – 2
Reimpressão de Mighty Thor # 541 (original de 2001), por Dan Jurgens (texto), Stuart Immonem (desenhos) e Wade Von Grawbadger (arte-final). Infelizmente existem muitas edições melhores que poderiam acompanhar o personagem.


Escultura – 4
Falha na escultura das esferas impede a nota máxima.


    
Pintura – 4
Bom trabalho de pintura.

Articulação – 5
Tem 28 pontos de articulação. A articulação do pescoço é limitada por causa do cabelo.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos  (2 pontos)
Ø      Pulsos (2 pontos)
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 4
Base com restos de uma batalha (incluindo crânio e esqueleto) e Mjolnir.  Capa e elmo não são removíveis.



Wolverine

Pela escala dos outros bonecos Marvel Legends deveria ser proporcionalmente menor, já que nos quadrinhos o personagem é retratado como de baixa estatura. Porém apresenta 6 polegadas. O boneco apresenta algumas partes da versão de lançamento limitado “Evolution of X” que foi oferecida em um box set com a versão cinematográfica do mesmo personagem. Porém esta versão Marvel Legends é muito mais articulada. As garras são de um plástico altamente flexível e podem deformar. Apresenta uma versão variante sem a máscara.

Revista – 4
Reimpressão de Uncanny X-Men # 133, (original de 2001), por Chris Claremont (texto), John Byrne (desenhos) e Terry Austin (arte-final). Apresenta uma história dentro da saga da Fênix Negra... um clássico dos quadrinhos!!


Escultura – 4

  
Pintura – 3

Articulação – 5
Tem 34 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos  (2 pontos)
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos (2 pontos)
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 3
Display com restos de uma batalha (incluindo dois soldados do Clube do Inferno) e parede quebrada.




Motoqueiro Fantasma

Ligeiramente maior que a média, apresenta 6 ¼ polegadas. Pelo texto apresentado no verso da cartela a bio refere-se a Johnny Blaze, porém a  revista que acompanha o boneco, Ghost Rider #2 – volume 2, tem Danny Ketch como protagonista. Pode parecer um erro, mas o fato é que Danny Ketch e Johnny Blaze são irmãos, e vestiram o mesmo uniforme. Portanto, o boneco pode representar a ambos.

Revista – 3
Reimpressão de Ghost Rider #2 (vol.2), (original de 1990), por Howard Mackie (texto), Javier Saltares (desenhos), Mark Teixera (arte-final).


Escultura – 4

Pintura – 4

Articulação – 5
Tem 33 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros
Ø      Bíceps
Ø      Cotovelos  (2 pontos)
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 5
Moto, que pode ser disposta tanto numa mesa, quanto em uma parede.



Magneto

Este personagem possui 6 polegadas. Para compor seu corpo algumas partes do Homem de Ferro da série 1 foram reutilizadas. Por conta disto é que o cinto compõe-se de uma faixa sobre o cinto original do Homem de Ferro e parece maior do que deveria ser. Para um colecionador mais radical isto pode parecer um grande defeito, mas o boneco apresenta um conjunto visual equilibrado e deveria fazer parte da coleção de qualquer fã.

Revista – 3
Reimpressão de X-Men #2, (original de 1991), por Chris Claremont (texto), Jim Lee (desenhos), Scott Williams (arte-final). Nas primeiras tiragens a revista que acompanhou o boneco foi Magneto Rex.


Escultura – 4
   


Pintura – 4

Articulação – 5
Tem 33 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros 
Ø      Bíceps
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Cotovelos – (2 pontos)
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Torso
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Coxas
Ø      Joelhos – (2 pontos)
Ø      Canelas
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 3
Acompanha o boneco, apenas os restos da cabeça de um sentinela e o elmo removível. A capa é fixa no boneco.



Demolidor (Versão do Filme)

A versão cinematográfica incluída na coleção Marvel Legends tem como base seu íntérprete nas telas, Ben Affleck. Apesar do excelente trabalho de escultura, a articulação desta versão é muito inferior à versão anterior, baseada nos quadrinhos, lançada pela coleção Spider-Man Classics. As juntas dos ombros não são “ball-jointed”, o que permite o movimento em apenas um eixo, assim como suas pernas.

Revista – 4
Reimpressão de Daredevil #164, (original de 1980), por Roger McKenzie (texto), Frank Miller (desenhos), Klaus Janson (arte-final).


Escultura – 4

  
Pintura – 4

Articulação – 4
Tem 22 pontos de articulação.
Ø      Pescoço
Ø      Ombros 
Ø      Cotovelos
Ø      Antebraços
Ø      Pulsos
Ø      Mãos (dedos)
Ø      Cintura
Ø      Quadril
Ø      Joelhos
Ø      Tornozelos (2 pontos)
Ø      Pés (pontas)

Acessórios – 4
Um nunchako, um suporte para fixar o boneco e um vitral de igreja.