17 de agosto de 2009

Quem lembra das canetas bolichinho?

Heloisa Ferreira


Quase chorei quando encontrei essa pérola nos Armarinhos Fernando há algumas semanas. Tudo bem que o fabricante deu uma renovada no visual (lembro dos pinos serem inteiros da cor da caneta e da bolinha ser preta), mas ainda assim é um clássico: as canetas bolichinho!

O preço do produto é baratinho (não saiu dez reais) e me trouxe tantas lembranças boas na hora em que vi que seria impossível não comprá-lo (e dividi-lo aqui). Vida longa às canetinhas, aos estojos com mil compartimentos e aos lápis de tabuada!

16 de agosto de 2009

Falcon - 1977/1982 - Estrela

Alê Nunes


Em 1977 a Estrela lançou do Brasil aquele que foi com certeza um dos mais queridos brinquedos dos garotos da época, o Falcon.

Sendo uma das primeiras figuras de ação produzidas no Brasil, o Falcon tinha 12 polegadas (cerca de 30 cm), cabelo de verdade, articulações no pescoço, braços, cintura e pernas, além de contar com uniformes para vários tipos de missões, veículos e uma infinidade de acessórios.

Logo de início foram lançadas duas versões, o moreno sem barba com uniforme verde e o moreno com barba e uniforme camuflado.


Apesar do aspecto militar o Falcon era um aventureiro e essa vocação se firmaria ao longo dos anos.

Em 1978 surgiria o Falcon loiro, já com roupas não militares.

Em 1979 foi lançado o “Olhos de Águia”. A partir de então todos os Falcons viriam com uma alavanca da nuca, que acionada, mexia os olhos do boneco. Nesse mesmo ano apareceria a versão ruiva.


O ano de 1980 marca a transição para a fase futurista, em que todo universo Falcon apresentaria aspectos mais ligados aos super-heróis e ficção científica. Surge nesse ano Torak, o inimigo, com clara inspiração em Darth Vader (Star Wars), Cilônicos (Galáctica) e outros vilões que faziam sucesso na época.


Em 1981 surge Condor, o aliado, e vários acessórios futuristas, como arma laser, escudo e capacete.


Em 1982 veio Roboy. E este foi também o último ano com novos modelos, que continuariam a ser produzidos por mais dois anos.



Existem algumas imagens de protótipos de novos modelos e novos personagens que seriam agregados à linha, mas que infelizmente nunca chegaram a ser produzidos.

Falcons e Laserman (dir.) não produzidos.

Triton (esq.) e Falcon (centro) não produzidos.

Ao longo de todos esses anos muitos acessórios foram lançados para o Falcon. Existiam cartelas, chamadas de “Aventuras”, que traziam novas armas, equipamentos e roupas para o herói.



Entre os veículos pode-se destacar o helicóptero e o jipe, como os mais desejados, mas além deles ainda existiam buggy, bote, tanque, etc.

Tamanho foi o sucesso dessa série que outros produtos como camisetas, histórias em quadrinhos, discos (vinil) com histórias e jogo de tabuleiro tiveram o Falcon como tema.

GI Joe Adventure Team é nome original dessa série, que foi produzida nos anos 70 pela Hasbro nos EUA.
Vale ressaltar que a Estrela não se prendeu aos modelos criados pela Hasbro. Torak, Condor, Roboy e alguns uniformes foram criados pela fábrica brasileira e lançados exclusivamente por aqui.

Em 1994 e 2000 a Estrela lançou novas séries do Falcon, mas que não contavam com cabelo/barba de verdade, olhos de águia e muitos dos itens que garantiram o sucesso do original.

10 de agosto de 2009

Turma da Mônica no Museu

Alê Nunes


O MuBE (Museu Brasileiro de Escultura) está realizando uma exposição em homenagem aos 50 anos de Maurício de Souza.

Grandes painéis contam a história da Turma da Mônica. Muitos prêmios recebidos pelo Maurício e produtos licenciados também estão expostos.

Existe uma área dedicada a produção de quadrinhos e desenhos animados, e uma outra dedicada aos três novos longas que estão sendo produzidos em 3D, Horácio, Astronauta e Penadinho.

Para finalizar, uma verdadeira exposição de arte com versões de pinturas e esculturas famosas com os personagens criados por Maurício.

No quesito brinquedos, muitas raridades e algumas novidades. Seguem algumas imagens:

Mônica da Trol (anos 70)

Mônica da Estrela, coleção da Trol e outros produtos

Moldes da Turma da Mônica

Brinquedos do Pelezinho da Estrela

Pelúcias e CD-Roms (anos 90)

Mini Game

Jogos Sega

Vários brinquedos e os ainda não lançados bonecos da Turma da Mônica Jovem

Escultura a partir de modelo digital

9 de agosto de 2009

Galeria dos Brinquedos



A Galeria dos Brinquedos surgiu em 2002 através do contato entre alguns colecionadores de brinquedos pela internet, e logo se tornou uma lista de discussão sobre o assunto. Em 2003, se tornou o primeiro site nacional - não comercial - exclusivo sobre colecionismo de brinquedos, mantido por colecionadores. Um espaço criado para admiradores de brinquedos de todos os tipos e épocas.

Após alguma turbulência, um tempo fora do ar e tentativas de reativação em outros formatos, a Galeria volta neste blog.

A lista de discussão também será reativada no YahooGrupos.

Divirtam-se!

15 de janeiro de 2008

Papelmodelismo

Alê Nunes

Munster Koach

Você foi criança nos anos 70 ou 80? Montou algum carro, avião, robô, ou qualquer outro objeto de papel que vinha em revistas (Recreio, Destaque e Brinque, etc.) ou caixas de cereal? Se suas respostas foram positivas, você já teve um primeiro contato com o Papelmodelismo, um hobby muito bacana, mas ainda não muito difundido no Brasil. Para conhecer mais sobre esse hobby e, quem sabe, se iniciar na prática, leia a seguir uma entrevista com Cláudio Dias, do site Paperinside (http://paperinside.com/), que além de montar, cria seus próprios modelos.

Alê Nunes: O que é o Papelmodelismo? Quando surgiu?

Cláudio: Modelos em papel são modelos de objetos do mundo real, geralmente confeccionados em papel de alta gramatura ou papel cartão. Normalmente são um hobby, mas também são encontrados na forma de brinquedos para crianças. Os modelos de papel tornaram-se comuns no início do século XX e “explodiram” durante a segunda guerra, quando o papel era um dos poucos itens cuja produção não foi afetada. Pouco a pouco o plástico, e os modelos em plásticos, foram ganhando espaço e, consequentemente, os de papel foram perdendo. O interesse ressurgiu com a internet. Inúmeros modelos disponíveis e impressões de baixo custo são os responsáveis diretos por este novo interesse.

Alê Nunes: Em quais países este hobby é mais difundido atualmente? Como é o cenário brasileiro?

Cláudio: Mais difundido na Europa e Japão. O cenário brasileiro ainda é modesto, mas podemos citar além do paperinside.com, os sites de brasileiros papelmodelistas: Papel Modelismo (http://www.papelmod.com/), Alberto – Modelos de Papel (http://www.geocities.com/orcberto/) e Dragão de Papel (http://www.dragaodepapel.info/).

Alê Nunes: Existe algum campeonato ou convenção de Papelmodelismo?

Cláudio: No exterior, os encontros de papelmodelistas são frequentes. Eles se reúnem para expor seus modelos – criações próprias ou simplesmente montagens de kits famosos, e geralmente, promovem um concurso para eleição dos melhores. Em fóruns de papelmodelismo, os concursos também são comuns. Geralmente, sites que vendem paper models oferecem seus modelos como prêmios.

Alê Nunes: Quais são os modelos mais apreciados pelos modelistas?

Cláudio: É meio difícil dizer qual a preferência dos modelistas em geral. Eu mesmo não tenho a minha definida! Seguem os resultados de uma pesquisa feita em um fórum do qual participo.

Carros 10.31%
Trens 4.12%
Tanques 15.46%
Navios 21.65%
Aviões 50.52%
Construções 14.43%
Animais 5.15%
Ficção Científica 17.53%
Espaçonaves reais 15.46%
Outros 4.12%


Alê Nunes: Em relação aos outros tipos de modelismo, existe alguma concorrência, preconceito, etc?

Cláudio: De minha parte, não. Noto nos fóruns de papelmodelismo um certo tom de brincadeira em relação aos modelos de plástico. Coisa saudável. Apenas para ressaltar que em papel, você cria o seu modelo e monta do tamanho que quiser.

Alê Nunes: E você, Cláudio, quando e como começou a se interessar pelo assunto?

Cláudio: Desde criança ( já faz muito tempo) eu me interesso por montar “coisas” de papel. Existia a revista Recreio que disponibilizava muitos modelos simples. A infância foi embora, vieram as responsabilidades e, depois um longo hiato, um amigo mostrou-me o fabuloso mundo do papelmodelismo. Isto foi em 2004. No começo de 2005 resolvi criar meus próprios modelos. O escolhido foi o Batmóvel de 1966.

Alê Nunes: Além de montar, você cria seus próprios modelos. Como é esse processo?

Cláudio: Vou tentar itemizar o processo:
1. Escolher o objeto
2. Procurar na internet por fotos, desenhos esquemáticos, vistas, etc.
3. Criar o modelo 3D do objeto. Eu utilizo o MilkShape 3D, barato e simples.
4. Procurar na internet por imagens para realizar a “pintura” do objeto. Ex.: no caso de carros, fotos de lanternas, emblemas, etc.
5. Aplicar a pintura ao objeto, ainda no MilkShape.
6. “Explodir” o modelo 3D em peças planas. Eu utilizo o Pepakura, barato e simples.
7. Montar o modelo, efetuar eventuais correções e criar as instruções.


Alê Nunes: Qual foi o modelo mais difícil que você montou e/ou criou?

Cláudio: Não vejo dificuldade na criação, pois considero um prazer muito grande criar algo. Na montagem, posso afirmar que o mais difícil foi o Munster Koach.

Alê Nunes: Qual o modelo mais procurado em seu site? E quais são os próximos da sua lista?

Cláudio: É meio sazonal, pois depois de um certo tempo no ar, todos os modelos mantêm uma taxa constante de download. O que apresentou a maior procura, logo que foi lançado, foi o Batmóvel de 1966. Atualmente, o mais procurado é o DeLorean. Estou trabalhando no avião ALX da Embraer. Recentemente iniciei uns trabalhos em parceria com o inglês Andrew Skupinski. Fizemos juntos o X-Jet (X-Men) e o dirigível do programa infantil Lazy Town. Nossos próximos trabalhos serão: o batmóvel de Batman Forever e as versões atuais - robô e carro – do Bumblebee (Transformers). No mais, continuo aceitando sugestões dos visitantes do meu site.

Alê Nunes: Para finalizar, qual sua dica/recomendação para quem se interessou e quer iniciar neste hobby? O que é preciso?

Cláudio: Procure baixar um modelo simples na internet. Peças grandes e poucos detalhes. No entanto, algo de que realmente você gosta. Como eu disse no começo, é um hobby barato. Você só precisa de tempo e paciência. O restante – tesoura e cola – você com certeza já tem em casa.

Alê Nunes: Muito obrigado, Cláudio. Um grande abraço.
Se você, amigo leitor, se interessou pelo assunto, além dos sites indicados, pode fazer suas pesquisas na internet procurando por Papercraft, Card Models ou Paper Models, nomes em inglês para o Papelmodelismo.

Dirigível de Lazy Town

Batmóvel 1966

DeLorean Time Machine

Tubarão Bruce de Procurando Nemo

25 de maio de 2005

Fort Kandahar da Armies In Plastic

Marcelo Volcato

Nos últimos anos, uma empresa tomou de assalto o mercado internacional de soldadinhos, lançando dezenas e dezenas de sets de diversos períodos (Guerra Civil Americana, Napoleônico, I Guerra Mundial e Guerras Coloniais do século XIX). Essa empresa chama-se "ARMIES IN PLASTIC". 

Criada pelo casal Tony e Marilyn Ciccarello, proprietários de uma loja de figuras de metal junto a um dos portões da Academia Militar de West Point (a "Agulhas Negras" dos americanos), a Armies in Plastic vêm se notabilizando pela qualidade, variedade de poses e de uniformes corretos, e cores autênticas para o plástico. Um verdadeiro achado para quem ama os soldadinhos de plástico! 

Recentemente, em mais uma jogada ousada, a Armies in Plastic lançou dois maravilhosos playsets: O Fort Morroco, com a legião estrangeira e árabes, e o Fort Kandahar, das guerras entre os ingleses e afegãos no século XIX. Mas... Onde fica o Forte Kandahar? Kandahar é a segunda maior cidade do Afeganistão, perdendo apenas em importância para Cabul, a capital. Além disso, por sua história movimentada já passaram conquistadores de todos os tipos: os macedônios de Alexandre - o Grande, os mongóis de Gengis Khan, os Moguls de Tamerlão, etc... No século XIX foi a vez dos ingleses da Rainha Vitória lutarem lá, no século XX a União Soviética invadiu o Afeganistão, e no nosso século, os americanos estão lá, na mesma Kandahar, de onde expulsaram a guerrilha taliban... Nada mais adequado que recriar em plástico a cidadela que defendeu essa cidade durante milênios.

Mapa do Afeganistão mostrando Cabul e Kandahar

Kandahar, em uma propaganda alemã do século XIX

Falando especificamente do período vitoriano, os ingleses lutaram duas guerras contra o Afeganistão, mais de 50 expedições punitivas (invasões) ao território das tribos afegãs, e não menos de 20 batalhas em Kandahar e arredores! Bem melhor que outros fortes de brinquedo que existem por aí, onde nunca houve sequer uma batalha...

Batalha de Kandahar 1892 ( Repare o forte ao norte da cidade )

O Forte é grande, medindo 48,5 cm de lado, com uma altura máxima de 16,5 cm. Nas suas muralhas é possível colocar uns 80 soldadinhos sem problemas, isso sem falar no pátio interno, com espaços para acessórios e mais combatentes. As paredes interiores do forte são na verdade 11 fachadas que encaixam nas muralhas e podem ser colocadas de muitas maneiras diferentes, pois esse brinquedo é facilmente customizável. O portão pode ser fechado com uma fechadura muito bem bolada, segurança total para os soldadinhos lá dentro! Além disso, uma escada (semelhante a do antigo Forte Apache da Gulliver) e um mastro com bandeira compõem o brinquedo. O Fort Kandahar vêm também com 60 soldadinhos (20 ingleses em 17 poses, 20 hindus em 10 poses e 20 afegãos com 10 poses), mas tive sorte e o meu veio com 62 figuras! 

Outra coisa importante é que o Fort Kandahar tem um estilo oriental que o torna adequado para representar diversas fortalezas, desde a guerra de Tróia, até os nossos dias (quem viu o filme "Três Reis" com George Clooney sabe do que estou falando...). Um brinquedo sólido, muito fácil de montar e que vai proporcionar muitos e muitos anos de diversão para os seus proprietários. Além disso, ele custa 1/3 do que custam os playsets de concorrentes americanos... Uma pechincha! A caixa também é muito bonita e o brinquedo vem bem acondicionado dentro dela. 

Uma dica: Antigos soldadinhos de outras fábricas são perfeitamente adequados para se incorporarem a esse brinquedo. Sugiro os afegãos da Lone Star (fábrica inglesa dos anos 50, 60 e 70) que foram recast pela Toyway, e da cavalaria hindu da Reisler (fábrica dinamarquesa ainda em atividade) . Esses soldados de cavalaria são os famosíssimos Lanceiros de Bengala, a mais famosa tropa colonial inglesa.

Imagens do Fort Kandahar:





Ingleses, Afegãos e Hindus da Armies in Plastic:




Afegãos da Lone Star:


Os Lanceiros de Bengala da Reisler:

14 de abril de 2005

William Walker e a Arte de Criar um Playset

Marcelo Volcato

Os playsets são as obras-primas do mundo dos soldadinhos. Em uma só caixa (às vezes em duas), o proprietário de um playset encontra tudo o que precisa para se divertir: soldadinhos, cenário e acessórios! O mais clássico de todos é sem dúvida o Forte Apache, mas apenas a fábrica americana Marx Toys lançou mais de 200 playsets diferentes, e ainda tem 6 deles em produção, mais de meio século depois de lançar seu primeiro (uma versão do Álamo). Atualmente, existem 7 fabricantes que fazem e lançam seus playsets anualmente: Marx, CTS, Conte, TSC, Barzso, BMC e Gulliver (Sim! A Gulliver ainda lança o Forte Apache!). 

Com dezenas de fabricantes atuais relançando linhas antigas e produzindo coisas novas constantemente, apenas a imaginação nos impede de criar o playset dos nossos sonhos. Tenho quatro desses aqui em casa. Levei anos montando cada um deles. 

O primeiro chamo de "O Oásis de Tamanrasset". Reúne a legião estrangeira, atiradores senegaleses (tropa colonial francesa), árabes e tuareg. Têm também um oásis, com um forte, casas, tendas árabes e até mercadores do deserto!

Uma visão geral do playset "O Oásis de Tamanrasset"

O segundo é em homenagem aos filmes/livros "O Homem que Queria ser Rei" e "O Rei dos Khyber Rifles". É situado no Afeganistão século XIX e têm ingleses, afegãos, tropas hindus (cavalaria e infantaria) e até um sargento gurkha, além de montanhas e uma cidadela afegã, claro. 

O terceiro é dedicado a mais sangrenta batalha da II Guerra Mundial, o batalha de Stalingrado. Reúne tropas alemãs, seus aliados romenos e os seus inimigos russos, muitos russos. Ruínas, barricadas, tanques e canhões completam o cenário. 

O quarto playset, bem esse é o playset do William Walker... O que William Walker tem a ver com isso? Nada, ou quase nada. William Walker nasceu em 1824 muito antes da invenção do plástico e dos playsets. Sua vida foi tão interessante, contudo, que ele merece um playset. Vamos aos fatos: Nascido em Nashville no Tennessee, William Walker era baixinho, de aparência frágil e um homem de enorme cultura. Aos vinte anos já era médico, advogado e jornalista. Foi editor de vários jornais e um ardoroso combatente da escravidão e corrupção.

William Walker

Tudo isso mudou quando Walker, inspirado pelas vidas dos grandes gênios militares que ele conhecia dos livros, tornou-se um filibusteiro. E ele foi o maior dos filibusteiros. Um filibusteiro é uma pessoa que reúne um exército particular, ataca um país e o conquista! O que parece impensável nos dias de hoje não era raro em meados do século XIX. Entre 1852 e 1860 Walker comandou seis invasões a diversos países, proclamou a independência de um estado mexicano, conquistou a Nicarágua, foi eleito presidente da república desse país, lutou uma guerra contra quatro vizinhos centro-americanos (Honduras, Costa Rica, Guatemala e El Salvador), foi derrotado em batalha, mas ganhou a guerra graças a uma intervenção do vibrião colérico, que dizimou seus inimigos. Walker foi duas vezes capturado por tropas inglesas, e na segunda traído, tendo sido entregue a seus inimigos hondurenhos que o fuzilaram. Esse homem foi o americano mais famoso do século XIX no período anterior a Guerra Civil Americana, músicas foram compostas em sua homenagem (até mesmo uma ópera em 3 atos!), os jornais o mencionavam com uma freqüência assombrosa, e a sua passagem levava multidões para ouvi-lo nas estações de trem. Ele deixou um livro (o muito bem escrito "My War In Nicaragua") que foi best-seller na época e ainda hoje é reeditado, uns 150 anos após seu lançamento. Walker, auto-proclamado coronel e depois general, comandou seus soldados (denominados por ele de: "The immortals"; e conhecidos entre os nicaragüenses como "La Falange Americana") em muitas batalhas, ganhando algumas, perdendo outras. Viveu intensamente seu sonho de conquista. Apelidado pelos índios nicaraguenses de "Gray-Eyed Man of Destiny" (O Homem de Olhos Cinzentos do Destino), William Walker nunca será esquecido. Uma singela placa marca seu lugar de nascimento em Nashville, onde ele ainda é um herói popular, cujo nascimento é celebrado anualmente.

A placa que marca lugar de nascimento de William Walker em Nashville...

...e o mapa que marca os territórios invadidos pelo mesmo

Como fazer um playset de William Walker? Fácil! Segue uma lista de componentes básicos para fazer um bom playset:

William Walker ( Replicants CSA Cavalry )

Immortals ( Conte Alamo Texans, Timpo CSA Infantry )

Nicaragüenses ( Barzso Mexican Militia ):



Hondurenhos ( Timpo Civil War USA Infantry, Replicants USA Cavalry, BMC San Juan Hill Americans ):



Costa-Riquenhos ( Marx Civil War USA & CSA Infantries ):



Cenário ( Barzso Mexican Village ):



Acessórios ( CTS Cannon, BMC Barricades, BMC Alamo Accessories )

Estas peças estão disponíveis em muitos vendedores internacionais. 

Como a única limitação (além do custo) é a sua imaginação, uma consulta a esses sites pode realizar o velho sonho de comprar AQUELE brinquedo que você sempre quis! 

Boa sorte!