3 de janeiro de 2011

Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte

Kenny Zukowski


"Missão dada, é missão cumprida!"

No meio do ano, o Alê comentou sobre o museu do brinquedo em Belo Horizonte. Ao saber da existência desse museu, e sabendo que iria para BH passar o natal me comprometi a visitá-lo (que tarefa árdua, hehehehehe) e postar fotos para que vocês pudessem conhecer um pouco mais do acervo deste museu.

O museu não é grande, dividido em alguns cômodos (cinco no total) de uma casa adaptada para receber o acervo.

Na entrada há um enorme gaveteiro onde conta a história dos brinquedos. Em cada gaveta há um brinquedo e sua respectiva história.

Na sala seguinte, é onde os olhos se enchem e o coração bate mais forte, pois fica o acervo dos anos 60 a 80.

Há uma exposição especial sobre o Batman, mas esqueci de perguntar se é fixa ou temporária, e seguindo para outro ambiente, está a vitrine com os Legos e outra com Barbies. Esta sala dá acesso a um pátio para oficinas de brinquedos e uma área para as excursões fazerem seus lanches. E no andar de cima há uma espécie de brinquedoteca, para "manusear" os brinquedos (que não são antigos).

Para ver as fotos, acessem ao link do meu Flickr:
http://www.flickr.com/photos/kennyzuko/sets/72157625687636574/

Para maiores informações: http://www.museudosbrinquedos.org.br/

P.S.: Desculpem a qualidade das fotos, mas a iluminação do museu não é muito adequada e a câmera do meu celular também não ajudou muito.

7 de setembro de 2009

Independência ou Morte! [ Gulliver ]

Marcos Levy Pina Gouvêa Crespo


No ano de 1972, por ocasião da comemoração dos 150 anos de independência do Brasil, o sesquicentenário, a Gulliver, fundada em 1970 pelos mesmos donos da antiga Casablanca, lançou o conjunto Independência ou Morte. Tal lançamento representou uma exceção nesse segmento de figuras de plástico posto que retratava um tema nacional. A maioria das peças congêneres acessíveis no mercado, com produção industrial, tinham, via de regra, como tema, as figuras de “Forte Apache”.

A primeira coisa que chamava a atenção era a beleza da caixa que trazia o conjunto completo, e talvez aí resida seu sucesso. Trazia reproduzida a pintura de Pedro Américo de mesmo título, mas também conhecida por Grito do Ipiranga, feita no final do século XIX, portanto, algumas décadas depois do fato retratado. A caixa era de uma beleza que rivalizava com as caixas dos conjuntos da linha “Forte Apache”. Seu colorido atraía naturalmente o olhar das crianças.

O conjunto trazia 14 figuras em diferentes poses sendo oito a cavalo e seis a pé. O destaque era para a figura de D. Pedro I, a cavalo, na pose clássica do momento do grito de independência. Querem alguns colecionadores que uma das figuras a pé seja também D. Pedro mas não há consenso quanto a isso e a maioria entende que não. Os cavalos eram de dois tipos sendo um deles com base, em pose de movimentação, e o outro com as quatro patas no chão representando uma pose estática. Há referência a um outro tipo de cavalo, também com base, só que mais alongada, mas que não fazia parte do que era apresentado em catálogo. Além das figuras humanas e dos cavalos, havia também as barracas que vinham com uma bandeira do Império colada. Essas barracas em geral eram verdes mas podiam ser também na cor laranja ou em cor clara acinzentada. Eventualmente uma caixa podia trazer duas figuras com a mesma pose e faltando outra. As mantas dos cavalos e suas selas também não tinham uma uniformidade. O uniforme dos dragões a cavalo passa a impressão de fidelidade ao original embora, nos detalhes, deixe a desejar.

Infelizmente não houve um esmero da parte da Gulliver com relação a pintura, o que fez com que fossem raras as figuras desse conjunto que chegam aos nossos dias com a pintura preservada.

Uma curiosidade em relação ao brinquedo é que uma das figuras a cavalo traz a bandeira imperial. Mas isso é um anacronismo pois não existia essa bandeira em Sete de Setembro de 1822. Esse detalhe e os eventuais problemas quanto ao uniforme não tiram o brilho do brinquedo. Afinal, não existe esse tipo de compromisso, e nunca existiu, na confecção de brinquedos por parte de qualquer fábrica do mundo. Grandes e renomados fabricantes cometeram vários erros do mesmo jaez. E, convenhamos, o primeiro componente do brinquedo e do universo lúdico, de u`a maneira geral, é a fantasia.

Produzido até 1978, aí já não mais com a caixa e trazendo as figuras monocromáticas, geralmente em verde ou amarelo, e com o nome Tropas Imperiais, o conjunto Independência ou Morte é uma referência para quem tem mais de 40 anos de idade.

Imagens de coleção:






Imagens de catálogos Gulliver:


6 de setembro de 2009

Genius [ Estrela ]

Alê Nunes


Em 1980 a Manufatura de Brinquedos Estrela lançou o Genius, um dos primeiros jogos eletrônicos a chegar ao Brasil.

Muito parecido com o disco voador, com quatro grandes botões iluminados (verde, vermelho, amarelo e azul) em sua superfície, se tornou um grande sucesso não só entre as crianças, mas também entre os adultos dispostos a passar bons momentos se divertindo.



O Genius possui quatro tipos de jogos, sendo o mais comum o “Genius Comanda”, em que o próprio jogo exibe uma seqüência de cores e o jogador deve repeti-la. São quatro níveis de habilidade. Para entender melhor todas as possibilidades do Genius, consulte seu manual:


Criado em 1977 for Ralf H. Baer e lançado nos Estados Unidos em 1978, seu nome original é Simon, inspirado em uma brincadeira chamada “Simon Says” (Simon Diz), em que um grupo de crianças deve seguir às ordens de um líder. Nos Estados Unidos, o Simon nunca parou de ser fabricado, mas ao longo dos anos teve seu layout atualizado e versões portáteis. Já no Brasil, houve um grande hiato na existência do Genius. Depois dos anos 80, o jogo voltou às prateleiras somente em 2007 em uma nova versão, chamada Genius Simon. 

Ralf H. Baer também é o criador de outro brinquedo muito conhecido nos anos 80, o vídeo game Odyssey.

5 de setembro de 2009

Cine Show [ Estrela ]

Alê Nunes

 

No início da década de 80 a Estrela lançou o Cine Show, um projetor de slides com histórias dos personagens Disney, Turma da Mônica e do Pelezinho, de Maurício de Souza.

O conjunto era composto por um projetor mais dezesseis tirinhas (slides), como as que vemos em jornais, de historinhas curtas, com sete quadrinhos cada.Também existiam pacotes avulsos, apenas com tirinhas, para quem já possuía o projetor. Com o conjunto em mãos, era necessário apenas uma superfície plana para projetar os slides. A escolha dos personagens Disney e Turma da Mônica era óbvia, e praticamente já garantia o sucesso de vendas. Já a escolha do Pelezinho foi muito criativa e até inesperada. 

A numeração dos conjuntos de slides era a seguinte: 

01 - 16 - Disney

17 - 32 - Disney 

33 - 48 - Pelezinho 

49 - 64 - Turma da Mônica 


Dessa maneira, o Cine Show foi um dos poucos brinquedos do Pelezinho, o que o torna um item raro. 

Veja abaixo duas tirinhas. Note que na da Disney a fala dos personagens é representada por legendas. Já a do Pelezinho tem balões como na maioria das histórias em quadrinhos.



Este brinquedo era a versão nacional do Give-A-Show Projector que a Kenner produziu nos anos 60 e 70.

O Pelezinho é a versão infantil do Pelé, o rei do futebol. Foi criado por Maurício de Souza nos anos 70 e teve revista própria, lançada pela Editora Abril entre 1977 e 1982.

17 de agosto de 2009

Quem lembra das canetas bolichinho?

Heloisa Ferreira


Quase chorei quando encontrei essa pérola nos Armarinhos Fernando há algumas semanas. Tudo bem que o fabricante deu uma renovada no visual (lembro dos pinos serem inteiros da cor da caneta e da bolinha ser preta), mas ainda assim é um clássico: as canetas bolichinho!

O preço do produto é baratinho (não saiu dez reais) e me trouxe tantas lembranças boas na hora em que vi que seria impossível não comprá-lo (e dividi-lo aqui). Vida longa às canetinhas, aos estojos com mil compartimentos e aos lápis de tabuada!

16 de agosto de 2009

Falcon - 1977/1982 [ Estrela ]

Alê Nunes


Em 1977 a Estrela lançou do Brasil aquele que foi com certeza um dos mais queridos brinquedos dos garotos da época, o Falcon.

Sendo uma das primeiras figuras de ação produzidas no Brasil, o Falcon tinha 12 polegadas (cerca de 30 cm), cabelo de verdade, articulações no pescoço, braços, cintura e pernas, além de contar com uniformes para vários tipos de missões, veículos e uma infinidade de acessórios.

Logo de início foram lançadas duas versões, o moreno sem barba com uniforme verde e o moreno com barba e uniforme camuflado.


Apesar do aspecto militar o Falcon era um aventureiro e essa vocação se firmaria ao longo dos anos.

Em 1978 surgiria o Falcon loiro, já com roupas não militares.

Em 1979 foi lançado o “Olhos de Águia”. A partir de então todos os Falcons viriam com uma alavanca da nuca, que acionada, mexia os olhos do boneco. Nesse mesmo ano apareceria a versão ruiva.


O ano de 1980 marca a transição para a fase futurista, em que todo universo Falcon apresentaria aspectos mais ligados aos super-heróis e ficção científica. Surge nesse ano Torak, o inimigo, com clara inspiração em Darth Vader (Star Wars), Cilônicos (Galáctica) e outros vilões que faziam sucesso na época.


Em 1981 surge Condor, o aliado, e vários acessórios futuristas, como arma laser, escudo e capacete.

 

Em 1982 veio Roboy. E este foi também o último ano com novos modelos, que continuariam a ser produzidos por mais dois anos.


 

Existem algumas imagens de protótipos de novos modelos e novos personagens que seriam agregados à linha, mas que infelizmente nunca chegaram a ser produzidos.

Falcons e Laserman (dir.) não produzidos.

Triton (esq.) e Falcon (centro) não produzidos.

Ao longo de todos esses anos muitos acessórios foram lançados para o Falcon. Existiam cartelas, chamadas de “Aventuras”, que traziam novas armas, equipamentos e roupas para o herói.


Entre os veículos pode-se destacar o helicóptero e o jipe, como os mais desejados, mas além deles ainda existiam buggy, bote, tanque, etc.

Tamanho foi o sucesso dessa série que outros produtos como camisetas, histórias em quadrinhos, discos (vinil) com histórias e jogo de tabuleiro tiveram o Falcon como tema.

GI Joe Adventure Team é nome original dessa série, que foi produzida nos anos 70 pela Hasbro nos EUA.
Vale ressaltar que a Estrela não se prendeu aos modelos criados pela Hasbro. Torak, Condor, Roboy e alguns uniformes foram criados pela fábrica brasileira e lançados exclusivamente por aqui.

Em 1994 e 2000 a Estrela lançou novas séries do Falcon, mas que não contavam com cabelo/barba de verdade, olhos de águia e muitos dos itens que garantiram o sucesso do original.

10 de agosto de 2009

Turma da Mônica no Museu

Alê Nunes


O MuBE (Museu Brasileiro de Escultura) está realizando uma exposição em homenagem aos 50 anos de Maurício de Souza.

Grandes painéis contam a história da Turma da Mônica. Muitos prêmios recebidos pelo Maurício e produtos licenciados também estão expostos.

Existe uma área dedicada a produção de quadrinhos e desenhos animados, e uma outra dedicada aos três novos longas que estão sendo produzidos em 3D, Horácio, Astronauta e Penadinho.

Para finalizar, uma verdadeira exposição de arte com versões de pinturas e esculturas famosas com os personagens criados por Maurício.

No quesito brinquedos, muitas raridades e algumas novidades. Seguem algumas imagens:

Mônica da Trol (anos 70)

Mônica da Estrela, coleção da Trol e outros produtos

Moldes da Turma da Mônica

Brinquedos do Pelezinho da Estrela

Pelúcias e CD-Roms (anos 90)

Mini Game

Jogos Sega

Vários brinquedos e os ainda não lançados bonecos da Turma da Mônica Jovem

Escultura a partir de modelo digital

9 de agosto de 2009

Galeria dos Brinquedos



A Galeria dos Brinquedos surgiu em 2002 através do contato entre alguns colecionadores de brinquedos pela internet, e logo se tornou uma lista de discussão sobre o assunto. Em 2003, se tornou o primeiro site nacional - não comercial - exclusivo sobre colecionismo de brinquedos, mantido por colecionadores. Um espaço criado para admiradores de brinquedos de todos os tipos e épocas.

Após alguma turbulência, um tempo fora do ar e tentativas de reativação em outros formatos, a Galeria volta neste blog.

A lista de discussão também será reativada no YahooGrupos.

Divirtam-se!

15 de janeiro de 2008

Papelmodelismo

Alê Nunes

Munster Koach

Você foi criança nos anos 70 ou 80? Montou algum carro, avião, robô, ou qualquer outro objeto de papel que vinha em revistas (Recreio, Destaque e Brinque, etc.) ou caixas de cereal? Se suas respostas foram positivas, você já teve um primeiro contato com o Papelmodelismo, um hobby muito bacana, mas ainda não muito difundido no Brasil. Para conhecer mais sobre esse hobby e, quem sabe, se iniciar na prática, leia a seguir uma entrevista com Cláudio Dias, do site Paperinside (http://paperinside.com/), que além de montar, cria seus próprios modelos.

Alê Nunes: O que é o Papelmodelismo? Quando surgiu?

Cláudio: Modelos em papel são modelos de objetos do mundo real, geralmente confeccionados em papel de alta gramatura ou papel cartão. Normalmente são um hobby, mas também são encontrados na forma de brinquedos para crianças. Os modelos de papel tornaram-se comuns no início do século XX e “explodiram” durante a segunda guerra, quando o papel era um dos poucos itens cuja produção não foi afetada. Pouco a pouco o plástico, e os modelos em plásticos, foram ganhando espaço e, consequentemente, os de papel foram perdendo. O interesse ressurgiu com a internet. Inúmeros modelos disponíveis e impressões de baixo custo são os responsáveis diretos por este novo interesse.

Alê Nunes: Em quais países este hobby é mais difundido atualmente? Como é o cenário brasileiro?

Cláudio: Mais difundido na Europa e Japão. O cenário brasileiro ainda é modesto, mas podemos citar além do paperinside.com, os sites de brasileiros papelmodelistas: Papel Modelismo (http://www.papelmod.com/), Alberto – Modelos de Papel (http://www.geocities.com/orcberto/) e Dragão de Papel (http://www.dragaodepapel.info/).

Alê Nunes: Existe algum campeonato ou convenção de Papelmodelismo?

Cláudio: No exterior, os encontros de papelmodelistas são frequentes. Eles se reúnem para expor seus modelos – criações próprias ou simplesmente montagens de kits famosos, e geralmente, promovem um concurso para eleição dos melhores. Em fóruns de papelmodelismo, os concursos também são comuns. Geralmente, sites que vendem paper models oferecem seus modelos como prêmios.

Alê Nunes: Quais são os modelos mais apreciados pelos modelistas?

Cláudio: É meio difícil dizer qual a preferência dos modelistas em geral. Eu mesmo não tenho a minha definida! Seguem os resultados de uma pesquisa feita em um fórum do qual participo.

Carros 10.31%
Trens 4.12%
Tanques 15.46%
Navios 21.65%
Aviões 50.52%
Construções 14.43%
Animais 5.15%
Ficção Científica 17.53%
Espaçonaves reais 15.46%
Outros 4.12%


Alê Nunes: Em relação aos outros tipos de modelismo, existe alguma concorrência, preconceito, etc?

Cláudio: De minha parte, não. Noto nos fóruns de papelmodelismo um certo tom de brincadeira em relação aos modelos de plástico. Coisa saudável. Apenas para ressaltar que em papel, você cria o seu modelo e monta do tamanho que quiser.

Alê Nunes: E você, Cláudio, quando e como começou a se interessar pelo assunto?

Cláudio: Desde criança ( já faz muito tempo) eu me interesso por montar “coisas” de papel. Existia a revista Recreio que disponibilizava muitos modelos simples. A infância foi embora, vieram as responsabilidades e, depois um longo hiato, um amigo mostrou-me o fabuloso mundo do papelmodelismo. Isto foi em 2004. No começo de 2005 resolvi criar meus próprios modelos. O escolhido foi o Batmóvel de 1966.

Alê Nunes: Além de montar, você cria seus próprios modelos. Como é esse processo?

Cláudio: Vou tentar itemizar o processo:
1. Escolher o objeto
2. Procurar na internet por fotos, desenhos esquemáticos, vistas, etc.
3. Criar o modelo 3D do objeto. Eu utilizo o MilkShape 3D, barato e simples.
4. Procurar na internet por imagens para realizar a “pintura” do objeto. Ex.: no caso de carros, fotos de lanternas, emblemas, etc.
5. Aplicar a pintura ao objeto, ainda no MilkShape.
6. “Explodir” o modelo 3D em peças planas. Eu utilizo o Pepakura, barato e simples.
7. Montar o modelo, efetuar eventuais correções e criar as instruções.


Alê Nunes: Qual foi o modelo mais difícil que você montou e/ou criou?

Cláudio: Não vejo dificuldade na criação, pois considero um prazer muito grande criar algo. Na montagem, posso afirmar que o mais difícil foi o Munster Koach.

Alê Nunes: Qual o modelo mais procurado em seu site? E quais são os próximos da sua lista?

Cláudio: É meio sazonal, pois depois de um certo tempo no ar, todos os modelos mantêm uma taxa constante de download. O que apresentou a maior procura, logo que foi lançado, foi o Batmóvel de 1966. Atualmente, o mais procurado é o DeLorean. Estou trabalhando no avião ALX da Embraer. Recentemente iniciei uns trabalhos em parceria com o inglês Andrew Skupinski. Fizemos juntos o X-Jet (X-Men) e o dirigível do programa infantil Lazy Town. Nossos próximos trabalhos serão: o batmóvel de Batman Forever e as versões atuais - robô e carro – do Bumblebee (Transformers). No mais, continuo aceitando sugestões dos visitantes do meu site.

Alê Nunes: Para finalizar, qual sua dica/recomendação para quem se interessou e quer iniciar neste hobby? O que é preciso?

Cláudio: Procure baixar um modelo simples na internet. Peças grandes e poucos detalhes. No entanto, algo de que realmente você gosta. Como eu disse no começo, é um hobby barato. Você só precisa de tempo e paciência. O restante – tesoura e cola – você com certeza já tem em casa.

Alê Nunes: Muito obrigado, Cláudio. Um grande abraço.
Se você, amigo leitor, se interessou pelo assunto, além dos sites indicados, pode fazer suas pesquisas na internet procurando por Papercraft, Card Models ou Paper Models, nomes em inglês para o Papelmodelismo.

Dirigível de Lazy Town

Batmóvel 1966

DeLorean Time Machine

Tubarão Bruce de Procurando Nemo

25 de maio de 2005

Fort Kandahar da Armies In Plastic

Marcelo Volcato

Nos últimos anos, uma empresa tomou de assalto o mercado internacional de soldadinhos, lançando dezenas e dezenas de sets de diversos períodos (Guerra Civil Americana, Napoleônico, I Guerra Mundial e Guerras Coloniais do século XIX). Essa empresa chama-se "ARMIES IN PLASTIC". 

Criada pelo casal Tony e Marilyn Ciccarello, proprietários de uma loja de figuras de metal junto a um dos portões da Academia Militar de West Point (a "Agulhas Negras" dos americanos), a Armies in Plastic vêm se notabilizando pela qualidade, variedade de poses e de uniformes corretos, e cores autênticas para o plástico. Um verdadeiro achado para quem ama os soldadinhos de plástico! 

Recentemente, em mais uma jogada ousada, a Armies in Plastic lançou dois maravilhosos playsets: O Fort Morroco, com a legião estrangeira e árabes, e o Fort Kandahar, das guerras entre os ingleses e afegãos no século XIX. Mas... Onde fica o Forte Kandahar? Kandahar é a segunda maior cidade do Afeganistão, perdendo apenas em importância para Cabul, a capital. Além disso, por sua história movimentada já passaram conquistadores de todos os tipos: os macedônios de Alexandre - o Grande, os mongóis de Gengis Khan, os Moguls de Tamerlão, etc... No século XIX foi a vez dos ingleses da Rainha Vitória lutarem lá, no século XX a União Soviética invadiu o Afeganistão, e no nosso século, os americanos estão lá, na mesma Kandahar, de onde expulsaram a guerrilha taliban... Nada mais adequado que recriar em plástico a cidadela que defendeu essa cidade durante milênios.

Mapa do Afeganistão mostrando Cabul e Kandahar

Kandahar, em uma propaganda alemã do século XIX

Falando especificamente do período vitoriano, os ingleses lutaram duas guerras contra o Afeganistão, mais de 50 expedições punitivas (invasões) ao território das tribos afegãs, e não menos de 20 batalhas em Kandahar e arredores! Bem melhor que outros fortes de brinquedo que existem por aí, onde nunca houve sequer uma batalha...

Batalha de Kandahar 1892 ( Repare o forte ao norte da cidade )

O Forte é grande, medindo 48,5 cm de lado, com uma altura máxima de 16,5 cm. Nas suas muralhas é possível colocar uns 80 soldadinhos sem problemas, isso sem falar no pátio interno, com espaços para acessórios e mais combatentes. As paredes interiores do forte são na verdade 11 fachadas que encaixam nas muralhas e podem ser colocadas de muitas maneiras diferentes, pois esse brinquedo é facilmente customizável. O portão pode ser fechado com uma fechadura muito bem bolada, segurança total para os soldadinhos lá dentro! Além disso, uma escada (semelhante a do antigo Forte Apache da Gulliver) e um mastro com bandeira compõem o brinquedo. O Fort Kandahar vêm também com 60 soldadinhos (20 ingleses em 17 poses, 20 hindus em 10 poses e 20 afegãos com 10 poses), mas tive sorte e o meu veio com 62 figuras! 

Outra coisa importante é que o Fort Kandahar tem um estilo oriental que o torna adequado para representar diversas fortalezas, desde a guerra de Tróia, até os nossos dias (quem viu o filme "Três Reis" com George Clooney sabe do que estou falando...). Um brinquedo sólido, muito fácil de montar e que vai proporcionar muitos e muitos anos de diversão para os seus proprietários. Além disso, ele custa 1/3 do que custam os playsets de concorrentes americanos... Uma pechincha! A caixa também é muito bonita e o brinquedo vem bem acondicionado dentro dela. 

Uma dica: Antigos soldadinhos de outras fábricas são perfeitamente adequados para se incorporarem a esse brinquedo. Sugiro os afegãos da Lone Star (fábrica inglesa dos anos 50, 60 e 70) que foram recast pela Toyway, e da cavalaria hindu da Reisler (fábrica dinamarquesa ainda em atividade) . Esses soldados de cavalaria são os famosíssimos Lanceiros de Bengala, a mais famosa tropa colonial inglesa.

Imagens do Fort Kandahar:





Ingleses, Afegãos e Hindus da Armies in Plastic:




Afegãos da Lone Star:


Os Lanceiros de Bengala da Reisler: