20 de março de 2012

Os 60 anos do Sr. Cabeça de Batata

Heloisa Ferreira


Em 1995, chegava aos cinemas a deliciosa animação infantil Toy Story, da Pixar. Com a produção, um dos personagens da trama, Sr. Cabeça de Batata, tornou-se conhecido por milhares de crianças que ainda não haviam tido a oportunidade de ter o brinquedo. A procura voltou a crescer em lojas especializadas e a Hasbro resolveu voltar a produzir a peça com força total, com suas milhares de variações. Mas a história desse simpático brinquedo é muito mais antiga do que as aventuras de Buzz Lightyear e Woody.

New York, New York

Criado em 1952, em Nova York, por George Lerner, o Sr. Cabeça de Batata era inspirado em um brinquedo mais antigo ainda chamado de “Make a Face”, que usava uma batata de verdade como molde para que se espetassem nela bocas, olhos e outros apetrechos para dar-lhe feição. A idéia foi inicialmente oferecida a uma empresa de cereal, que pretendia fazer uma promoção em que peças do brinquedo viessem de brinde nas caixas de seu produto. A tática não deu muito certo e o inventor resolveu vendeu a idéia para os irmãos Hassenfeld, de Rhode Island, donos da empresa de brinquedos Hasbro Inc..

A primeira leva dos brinquedos feitos pela Hasbro sugeria que a criança usasse vegetais ou frutas de verdade para colocar as partes de plástico. Mais de 4 milhões de dólares em brinquedos foram vendidos no primeiro ano de vida do personagem. Em 1953, outros vegetais passaram a fazer parte da “Família Cabeça de Batata”. Apenas em 1964 o corpo de plástico passou a ser incluido no kit do brinquedo.

Ainda na década de 1960, os Tooty Fruity Friends foram adicionados a turma do personagem. Entre os novos amigos da batata estavam Pete the Pepper (um pimentão), Oscar the Orange (uma laranja), Cooky the Cucumber (um pepino) e Katie Carriot (uma cenoura). Outros amigos menos nutritivos também foram adicionados a turma na mesma época. Eram os Picnic Pals, que contavam com Willy Burger, Frenchy Fry e Franky Frank. Essa linha ganhou alguns itens diferenciados, como olhos da cor de mostarda e ketchup, além de rostinhos de cebolas e de pickles.

Em 1966, já conhecido por toda uma geração de pimpolhos, o Sr. Cabeça de Batata ganhou uma companheira, a Sra. Cabeça de Batata.

O brinquedo e suas peças dobraram de tamanho em 1974, quando as regras de segurança em brinquedos para crianças ficaram mais rigorosas nos Estados Unidos. Pelo mesmo motivo, a Hasbro criou um sistema que impedia que qualquer peça pudesse ser colocada em qualquer um dos buraquinhos do brinquedo. Essa limitação a criatividade só terminou na década de 1980.

Muitos convidados especiais

No final da década de 1960, o Sr. Cabeça de Batata também ganhou a companhia de diversos personagens durante sua história, como o palhaço Bozo e o Pato Donald. Atualmente é possível encontrar nas lojas da Disney World uma série de itens exclusivos relativos ao mundo Disney para o personagem, como as sandálias de Hércules, o chapéu de Donald, as orelhas de Mickey, etc.

Novidades de uma galáxia muito distante

Em 2005, a Hasbro criou uma nova versão do Sr. Cabeça de Batata em comemoração ao lançamento do terceiro episódio de “Star Wars”. Entre os novos itens estavam Darth Tater, um Spud Trooper e Artoo-Potatoo, com um holograma da Princesa Tater.

Atualmente é possível encontrar versões do brinquedos dos blockbusters do cinema, como Batman, Jornada nas Estrelas, Indiana Jones e até de pessoas da “vida real”, como os integrantes da banda Kiss ou esportistas conhecidos nos EUA.

Curiosidades amassadas

O Sr. Cabeça de Batata foi o primeiro brinquedo a ganhar uma propaganda na televisão.

Em 1985, o Sr. Cabeça de Batata teve cinco votos na eleição para prefeito em Boise, Idaho, nos Estados Unidos.

O Sr. Cabeça de Batata teve um desenho só seu na Fox Kids na década de 1990.

O personagem ganhou uma tirinha desenhada por Jim Davis, o mesmo criador de Garfield.

A batata mais simpática da América também foi garota-propaganda das fritas do Burger King.

Quando começou a ser vendido, o brinquedo contava com um cachimbo como um de seus itens. Mas em 1987, o Sr. Cabeça de Batata não apenas deixou de usá-lo como também se tornou símbolo de uma campanha contra o fumo.

Por ser um dos filhos mais famosos de Rhode Island, o Sr. Cabeça de Batata foi nomeado como um dos embaixadores de turismo do local.

Deliciosos purês:

http://www.mrpotatohead.net – site de um colecionador ferrenho do Sr. Cabeça de Batata

http://www.spudstravels.com/ - site de um amante do brinquedo que o leva para todas as viagens que faz.   Com o tempo, outras pessoas começaram a colaborar com a idéia e a enviar para o endereço fotos de seus brinquedos em pontos turísticos pelo mundo.

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Produtos relacionados




9 de março de 2012

Super-herói até no nome

A Revista Metrópole, encarte do Jornal "Correio Popular", principal jornal da cidade de Campinas, trouxe uma matéria com nosso amigo Doug Bathmann.
Edição de 04/03/2012
Por Karina Fusco
Foto de Carlos Souza Ramos/AAN

25 de fevereiro de 2012

Galeria dos Brinquedos - Comemorando 10 anos e a volta do Blog


É com grande alegria que anunciamos a volta do Blog Galeria dos Brinquedos!

Em 25 de fevereiro de 2002 foi criado o grupo de discussão Galeria dos Brinquedos, cujo objetivo era reunir, em um só lugar, colecionadores de brinquedos, que já estavam em contato a alguns meses, trocando muitas ideias sobre o tema.

Em 2003, foi a vez do site, com artigos, notícias, concursos e promoções. Apesar de sua vida curta (até 2005, com algumas tentativas de reativação), foi muito bem recebido pelos colecionadores. 

Durante esses dez anos muitas amizades nasceram, e descobrimos que além dos brinquedos, outros temas, como quadrinhos, filmes, seriados, desenhos, etc., são de interesse dos integrantes da Galeria. Dessa maneira, nosso blog manterá seu foco em artigos sobre brinquedos, mas também apresentará artigos sobre estes outros tópicos.

Vários artigos publicados no passado estão sendo revisados e serão republicados.

Se você quiser fazer parte da comunidade Galeria dos Brinquedos e conhecer outros colecionadores, acesse nosso grupo no Facebook. 

Você também pode curtir a nossa página para receber atualizações.

Grande abraço!

Equipe Galeria dos Brinquedos

5 de fevereiro de 2012

Galeria no Facebook




Quem quiser conversar sobre brinquedos com outros colecionadores, pode fazer parte do Grupo Galeria dos Brinquedos no Facebook.

Nosso endereço: http://www.facebook.com/#!/groups/196880127013988/

3 de janeiro de 2011

Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte

Kenny Zukowski


"Missão dada, é missão cumprida!"

No meio do ano, o Alê comentou sobre o museu do brinquedo em Belo Horizonte. Ao saber da existência desse museu, e sabendo que iria para BH passar o natal me comprometi a visitá-lo (que tarefa árdua, hehehehehe) e postar fotos para que vocês pudessem conhecer um pouco mais do acervo deste museu.

O museu não é grande, dividido em alguns cômodos (cinco no total) de uma casa adaptada para receber o acervo.

Na entrada há um enorme gaveteiro onde conta a história dos brinquedos. Em cada gaveta há um brinquedo e sua respectiva história.

Na sala seguinte, é onde os olhos se enchem e o coração bate mais forte, pois fica o acervo dos anos 60 a 80.

Há uma exposição especial sobre o Batman, mas esqueci de perguntar se é fixa ou temporária, e seguindo para outro ambiente, está a vitrine com os Legos e outra com Barbies. Esta sala dá acesso a um pátio para oficinas de brinquedos e uma área para as excursões fazerem seus lanches. E no andar de cima há uma espécie de brinquedoteca, para "manusear" os brinquedos (que não são antigos).

Para ver as fotos, acessem ao link do meu Flickr:
http://www.flickr.com/photos/kennyzuko/sets/72157625687636574/

Para maiores informações: http://www.museudosbrinquedos.org.br/

P.S.: Desculpem a qualidade das fotos, mas a iluminação do museu não é muito adequada e a câmera do meu celular também não ajudou muito.

7 de setembro de 2009

Independência ou Morte! - Gulliver

Marcos Levy Pina Gouvêa Crespo


No ano de 1972, por ocasião da comemoração dos 150 anos de independência do Brasil, o sesquicentenário, a Gulliver, fundada em 1970 pelos mesmos donos da antiga Casablanca, lançou o conjunto Independência ou Morte. Tal lançamento representou uma exceção nesse segmento de figuras de plástico posto que retratava um tema nacional. A maioria das peças congêneres acessíveis no mercado, com produção industrial, tinham, via de regra, como tema, as figuras de “Forte Apache”.

A primeira coisa que chamava a atenção era a beleza da caixa que trazia o conjunto completo, e talvez aí resida seu sucesso. Trazia reproduzida a pintura de Pedro Américo de mesmo título, mas também conhecida por Grito do Ipiranga, feita no final do século XIX, portanto, algumas décadas depois do fato retratado. A caixa era de uma beleza que rivalizava com as caixas dos conjuntos da linha “Forte Apache”. Seu colorido atraía naturalmente o olhar das crianças.

O conjunto trazia 14 figuras em diferentes poses sendo oito a cavalo e seis a pé. O destaque era para a figura de D. Pedro I, a cavalo, na pose clássica do momento do grito de independência. Querem alguns colecionadores que uma das figuras a pé seja também D. Pedro mas não há consenso quanto a isso e a maioria entende que não. Os cavalos eram de dois tipos sendo um deles com base, em pose de movimentação, e o outro com as quatro patas no chão representando uma pose estática. Há referência a um outro tipo de cavalo, também com base, só que mais alongada, mas que não fazia parte do que era apresentado em catálogo. Além das figuras humanas e dos cavalos, havia também as barracas que vinham com uma bandeira do Império colada. Essas barracas em geral eram verdes mas podiam ser também na cor laranja ou em cor clara acinzentada. Eventualmente uma caixa podia trazer duas figuras com a mesma pose e faltando outra. As mantas dos cavalos e suas selas também não tinham uma uniformidade. O uniforme dos dragões a cavalo passa a impressão de fidelidade ao original embora, nos detalhes, deixe a desejar.

Infelizmente não houve um esmero da parte da Gulliver com relação a pintura, o que fez com que fossem raras as figuras desse conjunto que chegam aos nossos dias com a pintura preservada.

Uma curiosidade em relação ao brinquedo é que uma das figuras a cavalo traz a bandeira imperial. Mas isso é um anacronismo pois não existia essa bandeira em Sete de Setembro de 1822. Esse detalhe e os eventuais problemas quanto ao uniforme não tiram o brilho do brinquedo. Afinal, não existe esse tipo de compromisso, e nunca existiu, na confecção de brinquedos por parte de qualquer fábrica do mundo. Grandes e renomados fabricantes cometeram vários erros do mesmo jaez. E, convenhamos, o primeiro componente do brinquedo e do universo lúdico, de u`a maneira geral, é a fantasia.

Produzido até 1978, aí já não mais com a caixa e trazendo as figuras monocromáticas, geralmente em verde ou amarelo, e com o nome Tropas Imperiais, o conjunto Independência ou Morte é uma referência para quem tem mais de 40 anos de idade.

Imagens de coleção:







Imagens de catálogos Gulliver:


6 de setembro de 2009

Genius - Estrela

Alê Nunes


Em 1980 a Manufatura de Brinquedos Estrela lançou o Genius, um dos primeiros jogos eletrônicos a chegar ao Brasil.

Muito parecido com o disco voador, com quatro grandes botões iluminados (verde, vermelho, amarelo e azul) em sua superfície, se tornou um grande sucesso não só entre as crianças, mas também entre os adultos dispostos a passar bons momentos se divertindo.



O Genius possui quatro tipos de jogos, sendo o mais comum o “Genius Comanda”, em que o próprio jogo exibe uma seqüência de cores e o jogador deve repeti-la. São quatro níveis de habilidade. Para entender melhor todas as possibilidades do Genius, consulte seu manual:


Criado em 1977 for Ralf H. Baer e lançado nos Estados Unidos em 1978, seu nome original é Simon, inspirado em uma brincadeira chamada “Simon Says” (Simon Diz), em que um grupo de crianças deve seguir às ordens de um líder. Nos Estados Unidos, o Simon nunca parou de ser fabricado, mas ao longo dos anos teve seu layout atualizado e versões portáteis. Já no Brasil, houve um grande hiato na existência do Genius. Depois dos anos 80, o jogo voltou às prateleiras somente em 2007 em uma nova versão, chamada Genius Simon. 

Ralf H. Baer também é o criador de outro brinquedo muito conhecido nos anos 80, o vídeo game Odyssey.

5 de setembro de 2009

Cine Show - Estrela

Alê Nunes


No início da década de 80 a Estrela lançou o Cine Show, um projetor de slides com histórias dos personagens Disney, Turma da Mônica e do Pelezinho, de Maurício de Souza.

O conjunto era composto por um projetor mais dezesseis tirinhas (slides), como as que vemos em jornais, de historinhas curtas, com sete quadrinhos cada.Também existiam pacotes avulsos, apenas com tirinhas, para quem já possuía o projetor. Com o conjunto em mãos, era necessário apenas uma superfície plana para projetar os slides. A escolha dos personagens Disney e Turma da Mônica era óbvia, e praticamente já garantia o sucesso de vendas. Já a escolha do Pelezinho foi muito criativa e até inesperada. 

A numeração dos conjuntos de slides era a seguinte: 

01 - 16 - Disney

17 - 32 - Disney 

33 - 48 - Pelezinho 

49 - 64 - Turma da Mônica 


Dessa maneira, o Cine Show foi um dos poucos brinquedos do Pelezinho, o que o torna um item raro. 

Veja abaixo duas tirinhas. Note que na da Disney a fala dos personagens é representada por legendas. Já a do Pelezinho tem balões como na maioria das histórias em quadrinhos.



Este brinquedo era a versão nacional do Give-A-Show Projector que a Kenner produziu nos anos 60 e 70.

O Pelezinho é a versão infantil do Pelé, o rei do futebol. Foi criado por Maurício de Souza nos anos 70 e teve revista própria, lançada pela Editora Abril entre 1977 e 1982.

17 de agosto de 2009

Quem lembra das canetas bolichinho?

Heloisa Ferreira


Quase chorei quando encontrei essa pérola nos Armarinhos Fernando há algumas semanas. Tudo bem que o fabricante deu uma renovada no visual (lembro dos pinos serem inteiros da cor da caneta e da bolinha ser preta), mas ainda assim é um clássico: as canetas bolichinho!

O preço do produto é baratinho (não saiu dez reais) e me trouxe tantas lembranças boas na hora em que vi que seria impossível não comprá-lo (e dividi-lo aqui). Vida longa às canetinhas, aos estojos com mil compartimentos e aos lápis de tabuada!