24 de março de 2013

Super Dínamo [ Bandai ]

Alê Nunes


"Este foi um dos animes de maior sucesso em nosso país. Na trama, o garoto Mitsuo Suma é escolhido pelo Super-Homem – sim, o nome que recebeu no Brasil era esse mesmo – para liderar o Esquadrão Dínamo, um grupo de heróis que combate o crime no Japão. Mitsuo promete não revelar seu segredo e jamais perder o uniforme de Super Dínamo, caso contrário terá o cérebro destruído pelo Super-Homem. O Esquadrão é formado pelo macaco Bobby (o Super Dínamo número 2), a menina Parco (número 3), o garoto Parien (número 4) e até um bebê (o número 5), que teve de integrar o grupo após descobrir a identidade do herói. Mitsuo, claro, era o Super Dínamo número 1.

Para combater os bandidos, dínamo foi presenteado com um capacete que lhe dava superforça, uma capa para voar e um radiocomunicador em forma de broche. Mas seu equipamento mais interessante é o Robô-Cópia, um androide que assumia a identidade da pessoa que toca seu nariz-botão. A função desse autômato era substituir Mitsuo, durante suas missões. Assim o garoto engana sua mãe e sua irmã Ganko Suwa."
Fonte: Mundo dos Super-Heróis 40

Se você se lembra desse personagem, certamente está na casa dos 40 anos de idade, pois o Super Dínamo foi exibido pela última vez no Brasil, na década de 70, pela extinta TV Tupi.

O boneco desse post faz parte da série S.H.Figuarts, da Bandai, que também traz figuras dos Power Rangers, Dragon Ball e Kamen Rider, entre outros personagens.


Com vários pontos de articulação e muitas partes sobressalentes, é um boneco muito versátil, que representa muito bem o personagem Mitsuo tanto em sua identidade civil quanto como Super Dínamo. 






Meu destaque fica para a cabeça com capacete, pois a quantidade de peças que a compõem permite que seja montada com várias expressões faciais, ou somente o capacete vazio.



Minha ressalva fica para o acabamento, pois existem algumas falhas na pintura.


De qualquer maneira, é uma figura que faz bonito na coleção de qualquer fã de animes.

Agradecimento:
Yudi Deguchi
Sidney Massaru Oda

17 de março de 2013

Porsche Playmobil

Alê Nunes


Após muitos anos de espera, finalmente consegui adquirir o conjunto da equipe de corrida Playmobil, estilo Le Mans, em boas condições.

Essa versão, composta por carro, piloto, dois mecânicos, um comissário e muitas ferramentas, foi lançada pela Estrela nos anos 90.


O veículo foi claramente inspirado no Porsche 917/10, produzido no início dos anos 70.


Porsche 917/10

A Geobra, fabricante original do Playmobil, já lançou três versões desse conjunto, desde os anos 70, conforme podemos ver nas fotos a seguir:

Anos 70

Anos 80

Anos 90

Aqui no Brasil, além da versão lançada pela Estrela, o Trol produziu nos anos 80 um conjunto com decoração exclusiva, destacando a marca Texaco e com o número 13, que pode ser visto na foto e no vídeo abaixo:

Trol anos 80 (*)



Agradecimento:
(*) Zerocal - Playmobil - Aqui Tem

10 de março de 2013

Duro na Queda [ Glasslite ]

Alê Nunes


Duro na Queda foi mais um seriado de sucesso dos anos 80. Produzido por Glen A. Larson, o mesmo de A Super Máquina, trazia as aventuras do dublê de filmes Colt Seavers, interpretado por Lee Majors, que nas horas vagas agia como caçador de recompensas com a ajuda de seu primo Howard Munson e a bela Jody Banks.

Perseguições, explosões, muita aventura e bom humor foram o destaque da série. Tudo isso aliado ao fato de Lee Majors já ser muito conhecido pelo público brasileiro, por interpretar Steve Austin no seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares, fizeram do seriado um sucesso imediato. 

A Glasslite, como não poderia deixar de ser, pois já tinha como diretriz lançar brinquedos dos seriados de televisão, mais uma vez travestiu vários de seus veículos, bonecos e acessórios com as decorações de Duro na Queda e lançou mais uma bem sucedida coleção. Como o veículo de Colt Seavers no seriado era uma Pick Up, esse tipo de veículo foi lançado em várias versões: fricção, controle remoto, motorizado (movido à pilha) e de plástico básico. 

Como curiosidade, vale a pena destacar que nenhuma Pick Up foi produzida na cor marrom, que era a cor oficial da Pick Up de Colt Seavers, que você poderá ver no vídeo mais abaixo. 

Imagens do catálogo Glasslite 1986:







Duro na Queda (The Fall Guy)
- 1981-1986
- 5 Temporadas / 113 Episódios

Abertura:

7 de março de 2013

Power Rangers e Barbie no McDonald´s

Alê Nunes

Power Rangers Super Samurai e Barbie e as Sapatilhas Mágicas são as novas coleções que podem ser encontradas no McDonald´s.

Rangers Vermelho, Verde, Dourado e Azul

Krystin Farraday, Bolsa Fecho Borboleta, Princesa Odette e Estojo com Luz

Uma vez mais o McDonald´s Brasil traz apenas parte da coleção que foi oferecida no exterior. Veja abaixo as coleções completas:



6 de março de 2013

Azrak-Hamway International (AHI)

Alê Nunes

A Azrak-Hamway International (AHI) era um fabricante norte-americano de brinquedos, que surgiu na década de 60 e foi adquirida pela Jakks Pacific na década de 90.

Na década de 70, com a aquisição de muitas licenças de personagens famosos, a AHI produziu muitos bonecos, veículos e acessórios que fizeram a alegria da criançada da época.

Fizeram parte do catálogo da AHI:

  • Monstros da Universal 
  • DC 
  • Hanna-Barbera 
  • Popeye 
  • Western 
  • Space 1999 
  • Looney Tunes 
  • Planeta dos Macacos 
  • Disney 
  • Marvel 
  • Star Trek 
  • King Kong 

Se apesar de reconhecer os personagens acima, você não entendeu o motivo de um post sobre essa “obscura” fabricante de brinquedos, veja as imagens abaixo:

Batman com paraquedas AHI

Batman com paraquedas vendido em lojas de R$ 1,99 *

Stunt Cycle AHI

Moto do Homem-Aranha Gulliver **

Spider-Man Car AHI

Spider-Man Car R/C AHI

Carro do Homem-Aranha Rosita

Seguramente a AHI “inspirou” alguns fabricantes de brinquedos.

Para conhecer um pouco mais sobre a Azrak-Hamway International visite:
http://azrakhamway.com/
http://plaidstallions.blogspot.ca/

Agradecimento:
* Doug Bathmann
** Yudi Deguchi

3 de março de 2013

Ovo de Páscoa do Batman

Leandro Nascimento

E atenção para as Bat-notícias. Após sete anos trazendo os ovos de páscoa do Batman, a Nestlé nos deixou órfãos na páscoa de 2012 retirando o herói de sua lista. Mas depois de passar um ano sem ovo do Batman, vem a grande noticia. O ovo de páscoa Kinder Ovo do Batman - Os Bravos e Destemidos com um boneco animal do Batman nas mesmas dimensões do da Gulliver, ou uma Batcycle. Agora é comprar e conseguir os dois brindes diferentes.





26 de fevereiro de 2013

Mônica - 50 Anos

Alê Nunes


Hoje está sendo realizada a Coletiva de 50 anos da Mônica, no Memorial da América Latina.
Sidney Gusman, editor da MSP, acaba de publicar no Facebook a foto acima com a seguinte frase: "Em breve, nas lojas!"

Aqueles que já estavam por aqui nos anos 70 vão reconhecer a Mônica que foi fabricada pela Trol naquela década. Já o coelho, certamente é uma versão do coelho que realmente pertenceu à Mônica, filha do Maurício de Souza, que inspirou a criação da Mônica dos quadrinhos.

Mônica da Trol (anos 70)

Grandes lançamentos!

28 de janeiro de 2013

Exposição Minimundo Playmobil - Morumbi Shopping


Exposição de fotos “@iloveplaymo”, por Maria Misk Moysés
Local: Piso Superior Expansão
Uma seleção de 19 fotos produzidas e publicadas por Maria Misk Moysés, em sua página @iloveplaymo do Instagram, retrata cenários reais e divertidos do dia-a-dia, onde o boneco Playmobil é o personagem principal.

Exposição Minicenários
Local: Atrium
Com um acervo de 500 bonecos e minicenários, os bonecos Playmobil ‘revivem’ o cotidiano e o imaginário das crianças em diversas situações. São ao todo 08 cenários: praia, fazenda, escola, circo, safári, pirata, casa e cidade.

Espaço de brincadeiras
Local: Atrium

Espaço Brinquedos
Um espaço com bonecos e acessórios Playmobil, para as crianças criarem seu próprio Minimundo.

Espaço Arte
Um espaço disposto com mesas e cadeiras coloridas e customizadas, onde crianças de 04 a 10 anos poderão usar a imaginação em oficinas de gesso, oficina de papel e ainda construir com peças seu próprio mundo Playmobil.
Monitores treinados orientarão as crianças no desenvolvimento das atividades durante as seções.
Datas das oficinas:
Oficina de Gesso: dias 17, 24 e 31 de janeiro;
Oficina de papel: todos os dias
Oficinas de montagem de Playmobil: todos os dias.

Espaço Tabuleiro
As crianças ‘mergulham’ num jogo de tabuleiro, em que elas são as peças vivas. São seis crianças (3 duplas) por vez.
Horário: de segunda a domingo, inclusive feriados das 12h às 19h30
Classificação: atividade sugerida para crianças de 04 a 10 anos

Local: Morumbi Shopping - Av. Roque Petroni Júnior, 1089 - São Paulo - SP
Data: 17/01/2013 - 03/02/2013
Horário: 12 às 19h
Fonte e mais informações: http://morumbishopping.com.br/portal/minimundo-playmobil/

25 de janeiro de 2013

Toy Arts do Batman no Bob´s

 Alê Nunes


O Bob´s traz sua segunda coleção de Toy Arts como brinde da refeição infantil Tri Kids.
Agora é a vez família Batman:

  • Batman
  • Robin
  • Batgirl
  • Mulher-Gato
  • Coringa


Se você quiser adquirir os bonecos, fique atento, pois algumas lojas ainda não os receberam.

A primeira série de Toy Arts, lançada em 2010, era formada pelos personagens da Liga da Justiça. Veja aqui.

Trindade by Bob´s

2 de janeiro de 2013

Novas Coleções (Incompletas) no McDonald´s

Alê Nunes


O McDonald´s inicia 2013 com duas novas coleções (incompletas) de brinquedos infantis que podem ser adquiridas em suas lojas:

Green Lantern - The Animated Series, com figuras do desenho do Lanterna Verde.

  • Razer em Ação
  • A Máscara de Hal Jordan
  • Hal Jordan Espiral Verde
  • Hal Jordan em Ação
  • Anel do Poder
  • Kilowog Garra Verde

Relógios Hello Kitty, de pulso no formato das cabeças dos personagens.

  • Hello Kitty
  • Keroppi
  • My Melody
  • Chococat

Infelizmente as coleções que chegaram ao Brasil tem menos itens que as lançadas em outros países.
A série do Lanterna Verde está desfalcada do boneco em posição de voo e da nave Aya. Já os relógios faltantes são Badtz-Maru e Sugarbunnies.

Nas imagens abaixo, as coleções completas:


17 de dezembro de 2012

Brinquedos Inesquecíveis

O Natal está próximo. Quem não se lembra daquele brinquedo tão desejado, algumas vezes ganhado e outras não?
Alguns amigos, que participam de nossa página do Facebook, resolveram compartilhar esses momentos. Leia essas histórias e relembre das suas.

Feliz Natal!

Carlos Alberto (Zerocal)

Meu brinquedo inesquecível eu conservo até hoje. Trata-se do Xerife do Velho Oeste, o primeiro Playmobil que ganhei. Não lembro a data ao certo (talvez 1977), mas guardo na memória o gesto carinhoso de meu pai ao me dar a caixinha azul, bem como os comentários de minha mãe ao me ver montando todas as pecinhas (armas, cadeira de balanço, chapéu). O tempo passou, mas fiz questão de manter vivas as lembranças de infância.
Agora adulto, coleciono Playmobil antigo, mas só aqueles fabricados pela Trol, preferencialmente na caixa original. Participo de exposições e atividades do Fórum PlayBrasilmobil, me inscrevo em fóruns internacionais e até montei um blog sobre o tema (www.playvender.blogspot.com). Ao longo dos anos, juntei pouco mais de 50 caixinhas, mas ainda exibo com o maior orgulho aquela que foi a primeira de todas: o Xerife do Velho Oeste.

Dionisio, o Necroevolutor

Era o ano de lançamento dos bonecos dos Comandos em Ação, lembro que apareceram em algumas lojas logo próximo do dia das crianças (acho que 1984), eram sensacionais, e totalmente diferente de tudo que já havia visto nas lojas... Articulações, acessórios, veículos!
Havia inaugurado uma loja de brinquedos e variedades bem ao lado da escola onde estudava, como todas as crianças, quando soava a sirene (por volta das 17 horas) a multidão se acumulava na pequena vitrine (que com tanta gente ficava menor ainda). Então, eis que eu, que já era um pouco maior que a maioria na época, vejo por cima das cabeças aquelas figuras, por um instante eu vi os tiros, as explosões (e vi mesmo, pois minha mente viajava e muito), então aguardei o final do tumulto e fui descobrir o que eram aqueles preciosos heróis.
Cabeça de Ponte, Raio Laser, Arma Pesada, Radio Alerta, Cobra Invasor... Comandos em Ação! Era um mini Falcon!
Depois do momento delírio, veio a realidade, e nunca que teria dinheiro para comprar aqueles bonequinhos (naquela época era um brinquedinho só de dia das crianças e olhe lá). Mas a solução viria no Natal. Nunca tivemos muitas condições, mas no final de ano, meu pai dava um jeitinho de comprar algo legal. Era um só, afinal éramos quatro irmãos!
Chegado o grande dia, eu já tinha uns 11 anos (eu sei já estava grandinho), meu pai me perguntou o que eu queria de natal, falei que havia gostado muito de uns bonequinhos e pedi três (se não fosse caro, claro). Talvez e devido ao meu porte avantajado, meu pai decidiu que eu deveria me dar uma bicicleta, “a magrela”. E por muita insistência ele me convenceu disso (embora ainda quisesse os três Comandos em Ação).
Natal, a festa Cristã, dia de presente e Papai Noel na casa da vó, a “primalhagem” toda reunida (primalhagem era um aglomerado de primos e primas...risos), Eis que o bom velhinho surge na janela, um fuá total na casa. Brinquedo vem, brinquedo vai, o Noel já conhecia de longa data, então chega a minha hora (vamos seguir os protocolos), e lá vem o presente!  Esclarecendo que o Noel naquele ano era o meu pai, ele levanta de traz da janela a “magrela”, nada mais nada menos que a ”BMX Pantera Superstar com banco, pneus e espuminhas vermelhas”.  Claro que a galera foi ao delírio. Meu pai, sempre com a melhor das intenções, e as lagrimas correram. Na madrugada mesmo, foram muitas voltas com a bicicleta, e no dia seguinte idem. Era o item mais desejado de 15 entre 10 crianças, e era meu. Então ficou claro que Papai Noel existe, não era uma pessoa especifica, mas um sentimento que toma algumas pessoas, e perpetua a lenda.
Depois de um tempo, as lagrimas correram novamente, por que sabia que meu pai havia gasto muito mais do que poderia e deveria, no fundo os três bonequinhos eram também uma forma de aliviar o peso dos presentes, pois também sabia que abaixo de mim haviam outros três irmãos. Na semana seguinte, sabendo o valor das coisas tive uma ideia, e se quiser algo tem que trabalhar para tê-la. Juntei sucata com uma mãozinha da minha avó, que tinha uma quantidade considerável. Tudo amontoado numa carriola velha, rumo a um ferro velho e até o fim da tarde lá estava eu indo para a loja de brinquedos, e saindo dela não com um, mas com quatro bonequinhos, Cabeça de Ponte, Raio Laser, Cobra Invasor e o Radio Alerta, que tinha barba e bigode como meu pai.
Final da historia? Dois anos depois eu me tornei o novo Papai Noel, e os bonequinhos estão comigo até hoje.

Felippe Ribeiro

Não sei exatamente em que ano foi, mas acredito que tenha sido no Natal de 88 ou de 89, aquela noite feliz mudaria minha vida pra sempre. Tudo começou com uma ida ao shopping Interlagos com a minha mãe, não tenho certeza qual foi à loja que eu entrei, só lembro que era uma das grandes redes de lojas de brinquedo na época, no entanto tenho a memória bem clara do momento que eu cheguei numa gôndola na sessão de Lego e me interessei muito por uma pequena nave espacial, mas na época eu nem tinha muita noção que teria que montá-la. Como estava próximo do Natal eu comecei a perturbar os meus pais com aquela navezinha. Meu pai disse que iria comprá-la pra mim de presente então eu provavelmente sosseguei um pouco. Quando chegou a noite do bom velhinho para minha total surpresa não compraram a nave que eu havia pedido, me deram uma quatro ou cinco vezes maior. Eu quase chorei quando vi a caixa e no momento que eu abri a vi aqueles vários bloquinhos ao invés da nave estampada na caixa fiquei ainda mais feliz por descobrir naquele momento que eu mesmo iria construí-la. Viajamos para a praia no dia seguinte, como era de costume, e no primeiro dia que chegamos essa foi minha missão, construir a tal nave. Terminei de madrugada e lembro claramente de levá-la ao lado da cama da minha mãe, acordar a coitada pra mostrar meu brinquedo preferido!
Hoje o Lego continua sendo meu brinquedo preferido, e graças ao meu melhor amigo, voltei a colecioná-lo.

Heloisa Ferreira

Ainda não tenho certeza de por que, mas quando penso no brinquedo que ganhei no Natal que mais me marcou só me vem a mente a Juju, minha primeira boneca da coleção Quem me Quer da Estrela. 
Talvez tenha mais a ver comigo do que eu possa imaginar: como não desejar uma boneca com bracinhos e peito aberto, pedindo um abraço? Talvez, para a época, ela me desse um pouco de pena, por ter um nome de coleção meio apelativo (Cabbage Patch Kids, nome da série original na qual foi inspirada, também não ia ajudar muito). Mas hoje, ainda um pouco introspectiva e dona de duas bolinhas de pelos adotadas e absurdamente amadas, acho que faz mais sentido do que possa parecer.
Como de costume na casa da minha avó, naquele Natal o Papai Noel tocou a campainha um pouco antes da meia-noite. Como única criança da família (e já nerd), sabia que ao menos um pacote o bom velhinho sempre traria. Mas naquele ano foi especial. Todos os presentes estavam juntos, num saco enorme. E todos eram legais (ou ao menos foi assim que minha mente marcou a data). Do sapato fofinho de urso à blusa rosinha, tudo era bacana. Mas o presente mais esperado estava no maior embrulho. Lembro da minha felicidade em abrir a caixa branquinha, de tirar o pequeno catálogo em formato de coração com todas as outras bonecas da coleção e de ficar encantada com os cabelos de lã vermelhos da minha (então) nova companheira de aventuras.
Não larguei mais a boneca o restante da noite. Ela dormiu comigo e na manhã do dia 25 já estava com a família na mesa do almoço. No dia seguinte, quando as outras crianças do prédio se reuniam pra brincar, me lembro do síndico vindo nos perguntar o que tínhamos ganhado e o que faziam os brinquedos. “Ela não FAZ nada”, respondi, “mas quer abraçar todo mundo que gosta”, mostrei, fazendo os bracinhos fofos me embalarem. Nascia um amor incondicional, mesmo que eu nem soubesse o que era isso.
A criação de Xavier Roberts, datada de 1978, não encantou só a mim. A coleção é até hoje uma das mais longevas no mercado de brinquedos norte-americanos. Duas marcas registradas da versão original não faziam parte do modelo nacional: o umbigo no corpinho de espuma e a assinatura do criador no bumbum. Nem por isso as da Estrela eram menos adoráveis. 
A Juju (desde sempre meus brinquedos têm nomes) está linda até hoje, na prateleira exatamente acima da minha bancada do computador. O sapatinho já não é mais branquinho e tenho certeza de que foi um moleque idiota do meu prédio quem riscou de leve uma das mãozinhas dela com caneta, mas os cuidados extremos com meus brinquedos valeu a pena. Hoje também, ela conta com mais dois amiguinhos: a Quem me Quer loirinha, comprada no Mercado Livre, e o menininho da coleção, que só consegui encontrar no Ebay.

Kenny Zukowski

O ano é 1984. Nas lojas de brinquedos, da então provinciana Vitória, já não se encontrava mais o maior herói de todos os tempos. Com isso, minha esperança de ter um Falcon já estava no esquecimento.
Mas eis que, no meio deste ano, a Estrela lança no mercado os Comandos em Ação. Mal pude acreditar no que eu via na televisão. Meu herói estava um pouco menor, sem o cabelo “de verdade”, mas as características físicas não me deixavam dúvidas, era o retorno do Falcon!
Passaram-se algumas semanas, desde que tinha visto o comercial dos Comandos em Ação na TV, até que pude ver algum ao vivo nas lojas. Neste meio tempo, ficava imaginando como seriam os bonecos, quais eu ia querer primeiro e, até mesmo, como seria a embalagem com instruções para preservar melhor o brinquedo. Tudo parecia um sonho, e a empolgação era cada vez maior juntamente com a expectativa de poder dar uma volta “na cidade” e passar na Mesbla ou Americanas (nesta época não havia shoppings em Vitória).
Mas para uma família de quatro irmãos, ter todos os brinquedos que gostaria nem sempre era possível. E com os Comandos escutei novamente uma resposta já bem conhecida: “Esse brinquedo é um pouco caro, agora teu pai e tua mãe não podem te dar um desses”.
Os meses se passaram, e chega o final de ano. Em minha casa, comemorávamos o natal, mas meus pais não tinham o costume de nos perguntar o que gostaríamos de ganhar. Só que este ano foi diferente. Acho que faltando uma semana para o natal, minha mãe me perguntou o que gostaria de ganhar naquele ano. E minha resposta, mais que depressa, foi: “Comandos em Ação”. Mas pela expressão que ela fez, percebi que seria muito improvável que meu pedido fosse atendido.
Chegou o natal. Fizemos nossa ceia, como de costume, sem grandes surpresas. Fui dormir sem muitas expectativas para o dia seguinte, a não ser ficar olhando da sacada do apartamento que morávamos, as crianças da rua brincar com seus novos presentes.
Na manhã de natal, com um pouco de preguiça, não queria sair logo da cama, mas minha mãe veio me chamar e queria todos reunidos na sala. Ao chegar à sala, minha surpresa ao ver uma pequena pilha de presentes em um canto. 
Meu pai e minha mãe começaram a distribuição com meus irmãos mais velhos e eu fui por último, caçula tem dessas coisas. Na minha vez, lembro muito bem: havia seis pequenos pacotes, embrulhados com um papel de presente azul escuro. Ao recebê-los, eu mal podia acreditar ou imaginar o conteúdo. Abrindo o primeiro, para minha surpresa, eis que vejo uma cartela dos Comandos em Ação do Rádio Alerta, codinome Falcon! Enlouqueci com aquilo. Abri rapidamente ou outros quatro pacotes semelhantes, e eram mais Comandos: Cabeça de Ponte, Raio Laser, Arma Pesada e Inimigo!
Ao relembrar este natal, praticamente a mesma emoção que tive na época me envolve novamente. Foi um natal inesquecível, que guardo com carinho e gosto de relembrar sempre.
Ah sim, o outro pacote querem saber o que era? Minha mãe teve que me lembrar de abri-lo, pois eu já nem ligava mais para nada... era um short de nylon, e vermelho. (risos)

Leandro Couto Nascimento

Fica difícil escolher um brinquedo, pois tive uma infância tão cheia de alegrias e brinquedos da época que tive que escolher pelo menos dois:

Batmóvel Gulliver: Desde a primeira versão em 1974 até sua ultima já nos anos 80 foi o brinquedo que mais gostei e me marcou muito numa época encantada, pois assistia o seriado do Batman na TV se não me engano na TV Tupi, e ficava o dia todo fingindo e imitando as aventuras que via na TV. Este foi o principal motivo pelo qual me fixei tanto no Batman desde pequeno e me tornei um fã e colecionador do herói.


Falcon Escafandrista: Lembro que morava na Serra da Cantareira e não tinha vizinhos por perto para brincar. Então meus grandes amigos eram os meus Falcons, eu sentava com os oito ou nove e combinava os planos de guerra até que meus pais me deram o Escafandrista. Eu passava horas na beira da piscina brincando. Como o fundo tinha 3 metros eu amarrava um barbante no capacete dele para ele ir mais fundo. São momentos inesquecíveis de uma época em que nossa imaginação de criança nos levava a mundos espetaculares. É uma pena que quando crescemos perdemos este dom de fantasiar as coisas.




Wagner Corsino

Não me lembro o ano, más creio que foi no natal de 91 ou 92, eu pedi pra minha mãe, o carro do Jiraya, que era vermelho, pequeno e de fricção, aí quando chegou o natal, minha mãe veio com meu presente, e achei a caixa meio grande para o tamanho do carrinho. Quando abro, vejo o carro do Jiban, vermelho também, porém bem maior (risos).
Moral da história, minha mãe errou os heróis, mas nem liguei, por que o carro do Jiban era mais legal, e como eu já tinha o boneco, e ele cabia certinho dentro do carro, virou um presente inesquecível.
Não tenho foto da época que ganhei, mas ta aí, tenho até hoje!

Alê Nunes

Não tenho uma grande história de Natal, mas seguramente dois brinquedos foram inesquecíveis:

Playmobil Cavalaria – Segunda metade dos anos 70, época em que ainda acreditava em Papai Noel. Acordei no dia 25 e encontrei uma “enorme” caixa deixada pelo bom velhinho. Era a Cavalaria Playmobil, que definitivamente foi um marco na minha infância. Felizmente tenho esse conjunto até hoje.

Helicóptero do Falcon – Já era início dos anos 80, eu não acreditava mais em Papai Noel, mas as mães do prédio onde eu morava decidiram fazer uma festa para todas as crianças e eu resolvi participar. Um vizinho se fantasiou de Papai Noel e no dia 24 de dezembro entregou os presentes de toda molecada. A festa foi muito boa, pois ninguém ficou de fora, e o presente, praticamente o Santo Graal daquela época, o Helicóptero do Falcon.