24 de julho de 2015

Diorama The Walking Dead

Ricardo Beluchi


Sou um apaixonado por séries e action figures.

Atualmente estou acompanhando a série The Walking Dead. Essa série me conquistou desde o primeiro episódio e tem sido assim já por cinco anos.

Recentemente a empresa McFarlane Toys divulgou o lançamento das figuras baseadas no programa, porém, por falta de recursos não comprei as primeiras waves. O que era para ser algo negativo, tornou-se positivo, pois as primeiras figuras eram muito ruins, não se pareciam em nada com os atores, mas a partir da wave baseada na terceira temporada da série a coisa mudou: figuras mais detalhadas, com mais articulações e com escultura muito mais fiel aos personagens.

Não resisti e comprei um Rick Grimes, fiquei "encantado" com o boneco e logo iniciei uma coleção, fui atrás da Michonne, do Carl, do Daryl, de zumbis...

Enfim, estava com figuras maravilhosas, mas não tinha graça deixá-los apenas na estante, foi aí que tive a ideia de fazer um pequeno diorama para expô-los.

Resolvi fazer um pequeno, que abrigasse no máximo quatro figuras, e se desse certo eu faria outros para retratar os personagens divididos em grupos, em diversas situações e lutando pela sobrevivência. Tal qual o clima da série.

Este primeiro diorama apresenta uma cena em que um pequeno grupo de sobreviventes, liderados pelo Rick, entra em uma casa e depara-se com um zumbi.

Tentei deixar bem claro que no local já havia acontecido uma batalha e o pior tinha acontecido.

Revesti toda a caixa de MDF (dessas encontradas em casa de artesanato) com palitos de sorvete, depois fiz a pintura, usando diversos tons de marrom e preto, para aparentar sujeira e decomposição.

Pelas fotos dá para ter uma ideia do processo.
O toque final foi espalhar a tinta vermelha brilhante, molhando uma escova de dentes e espirrando a tinta com ela para simular o sangue respingado e espalhado pelo cômodo.

Dicas, sugestões, idéias e críticas são bem-vindas!

Grande abraço!




















20 de junho de 2015

Rom, O Cavaleiro Espacial - Parker Brothers

Alê Nunes


Quem acompanhava os gibis da Marvel, publicados nos anos 80 pela RGE e Abril, deve se lembrar do personagem Rom, o Cavaleiro Espacial. O que nem todos sabem é que Rom não nasceu nos quadrinhos.

Em 1979, a Parker Brothers, famosa por seus jogos de tabuleiro, lançou (nos Estados Unidos) sua primeira figura de ação: Rom, o Cavaleiro do Espaço, um robô com sons, luzes e alguns acessórios, uma tentativa de faturar em cima da mania espacial, recém-criada por Star Wars. Inicialmente o personagem seria chamado Cobol, como referência à linguagem de programação de computadores, mas posteriormente os executivos da Parker Brothers optaram por Rom, de ROM (read-only memory).






Na época Rom foi considerado um brinquedo de alta tecnologia. Porém, para baratear os custos, o boneco apresentava poucas articulações, fato que chamou a atenção da revista Time, que em sua edição de dezembro de 1979 previu que o brinquedo acabaria cheio de poeira, perdido debaixo do sofá.

Rom aparece na capa da revista Time
(canto superior direito)

Ainda em 1979, Rom foi licenciado para Marvel. Com roteiros de Bill Mantlo e desenhos de Sal Buscema, a história de Rom, que ganhou título próprio, se estendeu por setenta e cinco edições, quatro anuais e vários encontros com os personagens da Casa de Ideias. Com mitologia bem desenvolvida e um histórico de duzentos anos, Rom foi apresentado como um alienígena (de aparência humana) do planeta Gálador, que recebeu uma armadura de Cavaleiro Espacial para combater seus inimigos, os Espectros. Essa jornada o trouxe ao planeta Terra. 



Assim como o personagem das histórias em quadrinhos, o boneco Rom também não ficou restrito à sua terra natal. Em 1980, a empresa britânica de brinquedos Palitoy licenciou o boneco para produção no Reino Unido. Curiosamente a Palitoy também possuía o licenciamento para produção do GIJoe (Hasbro), que lá foi lançado como Action Man. Algo semelhante ao que aconteceu com o Falcon da Estrela, aqui no Brasil.


Para aproveitar o sucesso da já estabelecida franquia Action Man, Rom foi lançado como parte dessa série, dentro da linha Space Ranger, com tema espacial, obviamente.



Imagem de catálogo - 1981

Em 1982 Rom chega ao Brasil, mas apenas em sua versão de quadrinhos, no Almanaque Premiere Marvel número 2, da RGE.


Infelizmente o boneco nunca foi licenciado para produção por aqui... mas pensando bem, perto do Condor e do Torak, não sei se Rom faria muito sucesso.

Depois de ser adquirida e passar por algumas fusões, a Parker Brothers acabou nas mãos da Hasbro em 1991.

Além de ser proprietária dos GIJoes, com os quais Rom já teve ligações no Reino Unido, a Hasbro também produz os bonecos dos personagens Marvel. Apesar de aparentemente todos os elementos estarem alinhados para uma possível volta do Cavaleiro Espacial, Rom só foi produzido novamente como um Mighty Mugg (Toy Art) exclusivo da SDCC 2014.


Propaganda para televisão:


Detalhes, acessórios e manual:






8 de junho de 2015

Destaque e Brinque - Editora Abril

Alê Nunes


Já fiz algumas postagens sobre papelmodelismo, e apesar de uma breve menção, faltava ainda uma olhada naquela que foi a forma mais popular desse hobby no Brasil, a revista Destaque e Brinque, da Editora Abril.

Publicada entre os anos 70 e 80 as edições de Destaque e Brinque traziam vários tipos de modelos para serem montados: Bonecos, veículos, cenários, etc, de vários temas diferentes, incluindo Disney e Turma da Mônica.

Abaixo, capas de exemplares publicados entre 1978 e 1981.